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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Resenha A velha misteriosa


 

Título: A velha misteriosa
Autora: Ana Maria Machado
Ilustradora: Ionit Zilberman
Editora: Salamandra



Sinopse: Num típico bairro de cidade grande, havia uma esquina onde gostavam de se reunir um grupo de crianças. Nessa esquina havia uma casa, onde morava uma misteriosa velhinha. As crianças achavam que ela era misteriosa porque todas as tardes enquanto a turma estava conversando ou brincando, ela passava vestindo roupas esquisitas e carregando várias sacolas. Seria ela uma bruxa? Será que os boatos de que ela roubava crianças era verdadeiro? E por que a viam da janela mexendo num caldeirão? As crianças estavam com medo, mas o corajoso Tião Risonho iria tirar essa história a limpo. 

Resenha: Esse livro é maravilhoso, recheado de ilustrações lindas, coloridas e fiéis ao texto, principalmente as que representam a “velha misteriosa” e a sua casa.
O início do livro, quando a autora descreve o local da trama, contextualizando o termo “floresta de cimento” e trazendo para o imaginário infantil (ou o de qualquer leitor...rs...tipo eu!) os bichinhos-crianças correndo entre as árvores-de-cimento, o que cativa por si só.
Ana Maria Machado discorre de forma primorosa sobre o valor que damos à imagem e como isso pode gerar o preconceito, além de dar uma mostra da importância da solidariedade.

Pg. 10
(...) Nessa hora, ouviu-se uma gargalhada. Era Tião que vinha chegando. Ele sempre achava graça em tudo, o Tião Risonho. E continuou rindo: - Nunca vi tanta gente pequena dizendo tanta bobagem grande. Isso nem parece ideia de criança. É ideia de minhoca. 

domingo, 25 de agosto de 2013

Resenha O mundo fora dos eixos

Título: O mundo fora dos eixos
Autor: Bernardo Carvalho
Editora: Publifolha

Este livro é indicado para:
-Quem gosta de um bom tapa literário com luva de pelica;
-Quem não tem preguiça de pensar;
-Quem gosta de um bom jogo de palavras.

A todos aqueles que escrevem resenhas, sejam de livros, filmes ou exposições, é interessante tomar nota do livro de Bernardo Carvalho. Embora não seja um manual sobre a arte do texto crítico, faz melhor do que um, pois o autor realmente entende do tema e surpreende.
O livro reúne o trabalho publicado em uma década (1995-2005) por Bernardo Carvalho, no Jornal Folha de São Paulo, e é dividido em três partes: Crônicas, resenhas e ficções, mas nenhum desses gêneros está completamente delimitado no estilo do autor, pois como ele próprio reflete no início do livro, tanto as resenhas quanto as crônicas utilizam o objeto artístico (livro, filme, peça, exposição) como pretexto para reflexão sobre coisas que despertam o seu interesse, sendo que ambas são recheadas de ficções.
Alguns de seus textos têm nuances tão discretas de sarcasmo que ainda estou na dúvida se os compreendi totalmente! Não é uma leitura para ser feita com pressa, passando apenas os olhos, o ideal é que cada crônica/resenha/ficção seja lido e absorvido devagar, para uma maior reflexão. Embora a maior parte de seus textos não possa ser considerada fácil de ser digerida, valeu todo o tempo investido, principalmente porque quando cheguei quase ao final do livro (Pg. 206), tive a grata surpresa de vê-lo escrever sobre meu poeta favorito: Álvares de Azevedo.
Indicado para pessoas com certo nível cultural (pois é recheado de referências não tão conhecidas que podem te deixar perdido). Pretendo guardá-lo na mesa de cabeceira para uma releitura mais aprofundada e análises posteriores.

Pg. 123 - Em "Lobo! Lobo!"

Há alguns anos, num encontro de escritores de países periféricos, nos Estados Unidos, citei uma aula de Nabokov: "A literatura não nasceu no dia em que um menino gritando 'lobo!, lobo!' veio correndo do vale de Neandertal com um grande lobo cinzento no seu encalço: a literatura nasceu no dia em que um menino veio gritando 'lobo!, lobo!' e não havia lobo nenhum atrás dele. [...] Literatura é invenção. Ficção é ficção. Chamar uma história de história verídica é um insulto tanto a arte quanto a verdade".

Pg. 174 e 175 - Em “A linguagem dos patos”

Toda arte que se preza é uma maneira de transformar em qualidade o que antes podia ser visto ou sentido como defeito. Não é uma forma de negar, dourar ou encobrir o “defeito”, mas de afirmá-lo sob um novo ponto de vista que, surpreendentemente, ao valorizar essa “falha”, funciona como redenção, e não só para o autor. É assim que o terror, a doença, a morte, o vício e a fraqueza, mas também a raiva, o rancor, a inveja etc., são transubstanciados numa forma que os sublima, e não só no sentido freudiano.
(...)
O escritor encontra seu caminho no dia em que decide radicalizá-lo em vez de negá-lo. E isso, para o bem ou para o mal, não significa buscar a cura, mas mergulhar na “doença” que lhe permite ver o mundo com seus próprios olhos, de um ponto de vista que só pode ser seu. Significa tirar a força da sua fragilidade, reforçar o que lhe é específico, fazer do seu “defeito” um estilo.

Pg. 194 – Em “Para que serve a literatura?”


Qual o resenhista que nunca se sentiu ridículo ao falar de literatura numa mídia direcionada para um público cada vez maior e mais indiferenciado, mais interessado na vida dos autores do que nas obras? Quem quer saber de literatura num mundo impaciente onde, graças a uma massificação avassaladora da cultura, tudo tem que ter um atrativo publicitário, uma função (um lugar no mercado, por exemplo, um resultado financeiro), uma explicação ou uma utilidade?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Bibliotecando: Alfinetes e futebol: a arte do bom senso






Muitas vezes me deparei com cenas em bibliotecas pelo mundo afora (exagero...rs) que me deixaram estarrecidas quanto a sua representatividade (negativa) para a área da biblioteconomia e a imagem do bibliotecário. Exemplo: “Biblioteca não é lugar de conversa!” ou “Silêncio!” – aos gritos. Parece mentira? Juro que é verdade, e em tempos bem recentes. 
Sinceramente, enquanto usuária, ao ouvir a frase acima, eu correria da biblioteca o mais rápido possível, afinal, se eu não puder olhar para o meu colega e comentar o quanto é bom o livro que estou lendo, por que vou ficar num lugar desses?
O que muitos bibliotecários parecem esquecer é que antes de tudo uma biblioteca deve ser um local agradável, ou seja, não adianta ter um acervo de dar inveja a Library of Congress, se o usuário nem consegue chegar até os livros sem ouvir uma repreensão ou sentir um olhar de desagrado.
Alguns profissionais da nossa área tem um zelo desproporcional ao acervo, do qual se consideram “Senhores absolutos”. Este zelo, que muitas vezes é admirável, pode se tornar um entrave ao real objetivo de uma biblioteca – para aqueles que estão em dúvida, refiro-me a “Disseminação da informação” – logo que há tanto cuidado em “Não deixar que os livros estraguem”, “Não deixar os livros serem desorganizados”, etc.
Este tema, na verdade, é muito divergente, pois nem todos conseguem estudar ou ler em um ambiente barulhento, portanto, sempre teremos aquele usuário que virá ao balcão reclamar porque alguém deixou cair um alfinete no chão (ou realmente muitos alfinetes). Então, como agir? Como agradar a todos e, será que isso é possível?
Num mundo utópico, onde todas as coisas seriam de acordo com a ABNT os nossos sonhos, a biblioteca ideal teria dois ambientes: salas de estudos individuais, para os alérgicos a “barulhos de alfinetes caindo”; e um espaço para estudo em grupo, com direito a discussões acaloradas sobre futebol e vida cotidiana os trabalhos acadêmicos. Se sua biblioteca não possui esta opção, nunca ouviu falar de isolamento acústico e todos ficam “juntos e misturados”, continue lendo este texto.
A primeira coisa que deve ser compreendida é que cada biblioteca tem sua própria identidade, ou seja, se você está numa biblioteca onde o público frequentador é, em sua maioria, composto por silenciosos pesquisadores, ao se deparar com uma pessoa que adora conversar alto, contar sua vida, atender o celular, etc., óbvio que ela chamará logo a atenção de todos negativamente, te obrigando – enquanto responsável pelo local - a tomar uma atitude em prol do conforto auditivo dos demais usuários. Se, no entanto, seu local de trabalho é uma biblioteca escolar, não se apegue aos conceitos padrão de biblioteca silenciosa, pois se o objetivo principal dessa ferramenta pedagógica – a biblioteca – é incentivar a leitura, dificilmente você vai conseguir cativar seus usuários pedindo silêncio a cada 3 minutos (às vezes menos, dependendo do ânimo da galerinha). Não quero dizer com isso que o bibliotecário escolar deva colocar seus tampões de ouvido e deixar o barco correr, muito menos que o bibliotecário das especializadas deva pregar cartazes nas paredes com pedidos (inúteis) de silêncio, mas, devemos usar algo precioso em qualquer profissão e situação: o bom senso!
Isso é o que transforma o ambiente ao redor, diferencia uma biblioteca agradável de uma aflitiva e faz o usuário querer voltar.

P.S.: E você quer que ele volte, não quer?


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Inquietudes: Mêsversário do Biblioquê!




Hoje faz exatamente um mês desde o primeiro post e estou muito feliz! Me sinto como um agente especial do FBI que possui uma vida dupla: cansada, mas muito empolgada com essas aventuras literárias extras. 
Sei que há muito a aprender e muito a aperfeiçoar, e esse é o motivo maior do meu agradecimento, a todos que comentam, leem, apoiam, visitam ou pelo menos curtem no Face...rs...!
Para as próximas semanas já tenho muitas novidades programadas, pessoal, não percam!

Beijinhos!


C. M.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Congresso e Feira do Livro Digital 2013



Oi, pessoas!

A dica de hoje é muito valiosa, portanto, anotem em suas agendas (Tilibra ou digitais), grudem post-it no computador e até na testa se preciso for! 

O Colégio Santa Cruz, localizado no Alto de Pinheiros, irá realizar o Congresso e Feira do Livro Digital 2013, no dia 21/09. Para participar é necessário se inscrever pelo site http://www.feiradolivrodigital.com.br/

O evento promete muitos debates sobre o futuro do livro, discutindo inclusive sobre como as bibliotecas poderão interagir frente a essas inovações. 
Alguns destaques da programação:
                                   
Marcelo Tas
      9h às 10h: O futuro do livro – como leremos em 2020? Silvio Meira - Cientista-chefe do C.E.S.A.R e professor da UFPE.
11h às 12h30: Onde a biblioteca se encaixa nesse novo arranjo?  Que papel ela vai assumir na gestão do conteúdo digital? Mediador: Ricardo Gandour – O Estado de São Paulo
14h30 – 16h: O livro como negócio: o que evoluiu desde 2011? O livro como serviço: realidade ou utopia? Mediador – Marcelo Tas

Realização: Colégio Santa Cruz 
Local: Av. Arruda Botelho, 255, Alto de Pinheiros - São Paulo - SP
Contato: (11) 3024-5199
Horário: 9h às 17h

Para maiores detalhes, acesse o site indicado no início do texto. 


Resenha Severino faz chover


 
Título: Severino faz chover
Autora: Ana Maria Machado
Ilustradora: Ellen Pestili
Editora: Salamandra

Severino é um menino como tantos outros, mas morando num lugar que a maioria das pessoas do nosso Brasil descreveria como incomum. Neste lugar chove raramente e, por isso, as pessoas de lá estavam tristes. Severino era um menino muito alegre, e por isso queria ver todos felizes também. Então decide tomar providências para que a chuva chegue e melhore a vida de todos. O que será que Severino fez para tentar trazer a tão aguardada chuva?


O bacana aqui é aproximar as crianças de uma realidade que elas não conhecem (em sua maioria) e fazê-las perceber que apesar de Severino morar num lugar tão incomum, tem os mesmos sonhos e alegrias de uma criança comum. 

domingo, 18 de agosto de 2013

Resenha Série Beijada por um anjo



Título: Série Beijada por um Anjo
Autor: Elizabeth Chandler
Editora: Novo Conceito


Esta série é indicada para quem: 
- Gosta de histórias sobre anjos;
- Gosta de romances açucarados;
- É adolescente (ou gosta de histórias para adolescentes).

Resumo:

Beijada por um Anjo (Volume 1): Conhecemos Ivy, uma jovem que sempre acreditou em anjos. Ao conhecer Tristan, os dois se apaixonam, mas após um intenso e breve namoro, ele morre num acidente de carro, fazendo com que ela perca sua fé nos anjos. Isso é um problema, pois Tristan retorna a Terra como anjo, para protegê-la de um terrível perigo, mas ela não consegue sentir sua presença. Como ele irá ajudá-la se ela nem mesmo sabe que está correndo perigo e que ele está lá para salvá-la?

A Força do Amor (Volume 2): Um mês após a morte de Tristan, Ivy continua em depressão. O anjo Tristan, com a ajuda de Lacey, começa a aprender a lidar com seus poderes para mostra a Ivy que o acidente que o matou não foi de fato um acidente. Enquanto isso, Ivy continua tendo pesadelos horríveis com o acidente que o matou, recebendo o apoio de seu irmão adotivo Gregory.

Almas Gêmeas (Volume 3): Ella, a gatinha de estimação de Ivy, sofre vários atentados e tudo indica que o autor é a mesma pessoa que assassinou Tristan. Quando começa a ser perseguida, Ivy volta a acreditar em anjos e a falar com Tristan, tentando salvar a própria vida e a daqueles que ama. A missão de Tristan é ajudar Ivy, mas será que se ele concluir sua missão terá que abandoná-la e sumir de vez da Terra?

Destinos cruzados (Volume 4): Um ano após o acidente que separou Ivy e Tristan, o anjo parece ter seguido o seu caminho, enquanto Ivy começa a namorar Will. Procurando esquecer os traumas do passado, Ivy se refugia com seus amigos em Cape Cod. Tudo até que ia bem, até Ivy sofrer um acidente de carro onde quase perdeu a vida, foi por pouco, mas Tristan a salvou com um beijo. Isso a faz voltar a pensar desesperadamente no rapaz e no amor interrompido abruptamente.

Revelações (Volume 5): Ivy descobre que Tristan voltou a Terra, dessa vez não como anjo, mas no corpo de Luke, que pelo visto é um assassino. O garoto se esconde da polícia e Ivy não sabe mais onde encontrá-lo. As coisas ficam ainda piores, pois desde que Ivy e suas amigas participaram de uma taboa de Ouija, ela tem percebido que Beth anda estranha. Ivy precisa se juntar a Tristan-Luke para descobrir os mistérios que envolvem o passado do rapaz, além de ajudá-lo a fugir da polícia e encontrar um modo de proteger Beth do mal que parece a estar controlando.

Resenha: 


Li os três primeiros livros dessa série (Beijada por um anjo, A força do Amor e Almas gêmeas) em um único final de semana e não, não é porque os livros são viciantes, é porque não tem conteúdo mesmo. Se tirassem todas as páginas em branco que a editora colocou entre capítulos e se os capítulos começassem na parte de cima da página (como é normalmente) e não no meio dela, ou seja, se o projeto gráfico fosse outro, teríamos reunidos os cinco volumes iniciais da série em um único volume, e ele nem seria tão grosso assim. Mas para quê fazer isso, não é? Bora fazer cinco livros para ganhar mais dinheiro em cima dos leitores...
Bom, mas em relação à série, ou melhor, em relação ao “livro desmembrado”, é regular. Alguns pontos eu realmente gostei bastante, mas avaliando como um todo achei a série meio morna. Me encantei com o começo, talvez porque o Tristan ainda estivesse vivo (e isso não é spoiler, pois até a alma mais desavisada sabe que o anjo do título é o namorado da protagonista e que ele morre logo no começo, em um acidente de carro).
O Tristan é um fofo, realmente gostei do personagem e achei uma gracinha as coisas que ele faz para conquistar ou mesmo apenas ficar perto da Ivy no primeiro livro. Dei muitas risadas com as confusões nas quais ele se meteu e com os micos que ele pagou na festa de casamento da mãe da Ivy. Acho que me identifiquei porque também sou desastrada e meio azarada, principalmente no quesito “tentar impressionar alguém”.
Depois que o Tristan morre (vira anjo), as coisas só ficam interessantes novamente bem mais para frente na série, quando a Ivy se envolve em outro acidente de carro, mas daí não posso contar muito não. Nesse meio tempo, achei a história um pouco chatinha. Ele sempre tentando cuidar da Ivy e ela sempre lenta demais para entender os sinais que ele manda e perceber quais são os perigos que a rodeiam.
O que dá certo charme na série é o Gregory e os jogos que ele utiliza. Jogos de sedução no primeiro livro e jogos mentais nos outros, que realmente torna as coisas mais interessantes. Por que será que os vilões tem sempre uma personalidade mais profunda? Daí não dá, por isso acabo me apaixonando e até torcendo por eles.
A Beth, com seu jeitinho meigo (ainda por cima escritora) e a fantasma maluquete Lacey também são personagens bacanas, apesar de caricatos demais. Para ser sincera, a personalidade que mais deixou a desejar foi a da protagonista, Ivy. Achei-a sem muita personalidade, meio sem sal, mesmo antes de perder o namorado. Tipo, ela tem tantas coisas boas na vida: 3 caras interessantes a fim dela - claro, cada um do seu jeito - (Tristan, Gregory e Will)...pô, e um dos caras é até um anjo!; Tem amigos leais (principalmente a Beth, caramba, eu queria ter uma amiga como a Beth!), uma mãe amorosa, um irmão fofo e um padrasto rico... e ela lá, toda sem expressão.
Esta protagonista meio parada, aliada a um romance feito para adolescentes (sem muita sensualidade e muito adocicado), não permitiram que eu me entregasse a essa série. Mas se eu tivesse uma irmãzinha de uns 13 anos e quisesse iniciá-la nos romances sobrenaturais, talvez indicasse os livros, claro, se o dinheiro saísse do bolso dela... rs.
Para quem quer conferir a série ou mesmo para aqueles que estão na dúvida se vale a pena ou não, minha dica de ouro é entrar no site http://www.beijadaporumanjo.com.br/. O site é lindo, e nele você encontra wallpapers, ringtones para baixar, um teste legal para saber quem é o seu anjo, sinopses dos livros já lançados no Brasil, um link para assistir o booktrailer, além de um link chamado “Ouça o anjo”, com uma espécie de representação do que seria o Tristan falando lá do além. Achei o efeito legal, mas não gostei da voz, imaginava a voz de um cara mais jovem.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Cursos FEBAB: Presenciais e a distância



Oi, pessoal!

A Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) oferece cursos presenciais e a distância. São bem diversificados e interessantes, além disso, o valor total dos cursos podem ser parcelados.








Bibliotecando: Sou um banner para o seu filme

Sou um banner para o seu filme

Vou às livrarias constantemente, nem sempre para comprar, muitas vezes o que quero apenas é ver quais as novidades, pois embora acompanhe pela internet, sinto prazer em olhar os livros um a um, sentindo o peso do livro em minhas mãos, a qualidade do papel, as orelhas...
Ultimamente tenho observado inconformada a quantidade de livros cujas capas se transformaram em banners para filmes. É possível até mesmo ter uma boa ideia dos filmes que estão em cartaz (ou saíram recentemente) apenas ao entrar numa livraria e, sinceramente, às vezes me sinto tanto numa sala de espera de um cinema que quase peço para reservarem minha pipoca! Não entendam mal, amo cinema, mas acho que as editoras estão pegando pesado demais com esse tipo de marketing...
Hoje em dia não nos deixam nem margem para a imaginação. Eu pessoalmente me divirto bastante tentando mentalizar o rosto dos personagens em concordância (ou não) com as características descritas pelo autor. Com essas capas povoadas de personalidades de Hollywood lesaram até mesmo nosso direito à fantasia, desestimulando nossa imaginação!
Querem atrair os amantes do cinema para a literatura? Beleza. Acho ÓÓ-TE-MO. Mas já não bastam aquelas frases clássicas gravadas a ferro nas capas “Livro que deu origem a série tal” e “livro que inspirou o filme”? Ou, poxa vida, se não tem jeito, porque não publicam e distribuem duas versões de capas, à escolha do cliente? Desta forma, quem compra só porque é fã do filme sai ganhando e os amantes da literatura também. E daí eu não teria que me deparar com 50 rostos da Kristen Stewart* me encarando sonsamente daquelas torres-esculturas de livros que os atendentes de livraria insistem em construir.

*Saga Crepúsculo: gosto dos livros, mas detesto os filmes!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Resenha Os Três Lobinhos e o Porco Mau


Título: Os três lobinhos e o porco mau
Autor: Eugene Trivizas
Ilustradora: Helen Oxenbury
Editora: Brinque-Book



Nesse livro, a clássica história dos três porquinhos é virada do avesso e lhe são introduzidos vários elementos modernos, principalmente nos materiais utilizados na construção das casinhas. Algumas páginas podem parecer um pouco “violentas demais” - com arame farpado e explosões de dinamites – então, seria mais interessante fazer a leitura com crianças mais maduras. Mas a história tem um ótimo desfecho, que recupera a delicadeza para o livro e mesmo assim consegue ser diferente do desfecho da história original. Não me empolgou muito, mas ainda assim acho que vale a pena dar uma conferida. 

domingo, 11 de agosto de 2013

Resenha Pequena Abelha


 
Título: Pequena Abelha
Autor: Chris Cleave
Editora: Intrínseca

Sempre que via este livro nas prateleiras das livrarias pelas quais passei, a capa me fisgava: Intrigante, assim como o título. Mas foi só depois da indicação de uma amiga muito querida que acabei comprando.
Essa história é contada por dois pontos de vista alternados, o que deixou tudo realmente muito mais interessante. E isso acontece por dois motivos: O primeiro é porque desta forma podemos ter uma visão mais ampla da história, coisa que geralmente não acontece nos relatos em primeira pessoa tradicionais. Achei esse artifício que o autor usou muito bom, pois possui o benefício da amplitude da terceira pessoa aliado ao tom intimista que o uso da primeira pessoa dá ao relato. O segundo motivo para a história ser tão arrebatadora é que a narrativa não possui uma cronologia típica, pois vai e volta no tempo de acordo com o personagem que a está narrando, característica essa que não chega a nos deixar perdidos, e serve para uma quebra de monotonia no texto.
Li esse livro a mais de um mês, e o motivo de ter demorado tanto para resenhá-lo foi justamente o problema com o qual me deparo agora: Dificuldade em falar sobre a história sem de fato contá-la, o que faria a narrativa perder o encanto. Bem, o que posso dizer é que este livro me lembrou um pouco “Muito Longe de Casa”, de Ishmael Beah, por tratar sobre os horrores vivenciados em alguns países da África, seja por exploração de petróleo ou guerra civil. Pequena Abelha trata no geral sobre o problema das pessoas que fogem da guerra e da perseguição em seus países e tentam se refugiar na Inglaterra. Esse é especificamente o caso de Pequena Abelha, nossa protagonista, uma nigeriana que conseguiu fugir do horror de seu país, mas ao chegar à Inglaterra, é presa no Centro de Detenção de Imigrantes de Black Hill. O ponto de partida é sua libertação desse Centro e seu reencontro com Sarah Summers e Andrew O’Rourke. O primeiro encontro deles, numa praia da Nigéria, havia mudado para sempre a vida de todos eles, mas para descobrir exatamente o porquê, somente lendo o livro.
Pequena Abelha e Sarah vão contando sua perspectiva da história alternadamente. Quando Pequena Abelha é a narradora lidamos com a carga dramática do livro, apesar dela contar as coisas com alguma frieza e até mesmo com certo conformismo. Ela simplesmente conta os fatos, conforme vai lembrando-se deles, e ao termos um vislumbre de sua mentalidade, descobrimos o quanto esses fatos modificaram sua alma.
A melhor parte da narrativa de Sarah (que na verdade eu achei um pouco entediante no começo comparando com a visão da Pequena Abelha) é quando ela fala sobre o filho, Charlie. Imagine uma criança de quatro anos que não veste outra coisa a não ser uma fantasia do Batman, seja dormindo ou acordado e, mais do que isso, acha que realmente é o Batman e, portanto, se comporta como tal. Dei muita risada com as situações envolvendo o Charlie, e somente lá pelo final do livro, fui entender o quanto esse comportamento influenciou o desfecho da história.
Só tem duas críticas que posso fazer a este livro que eu tanto gostei:
1º Senti falta de conhecer melhor a visão de Andrew sobre essa história. Fiquei durante o livro inteiro esperando que algum capítulo revelasse os pensamentos dele sobre os acontecimentos, mesmo que fosse através de algum diário que ele mantivesse, mas não aconteceu, apesar da Sarah ter esclarecido muito do comportamento dele após o incidente na praia.
2º O final. Claro, apesar de saber que eu não estava lendo um conto de fadas, a gente sempre espera que a arte não imite a vida e torce para que todos vivam felizes para sempre. Na verdade o que eu queria mesmo era que o livro tivesse algumas páginas a mais após o final que o autor deu, para que eu soubesse do paradeiro dos personagens, mas tenho a impressão que caso Cleave tivesse feito isso, eu exigiria mais e mais páginas, apenas porque mergulhei tão fundo nessa história, que não queria que ela tivesse fim. Estou deprimida.

Pg. 11

(...) Aprender o Inglês da Rainha é como tirar o esmalte vermelhão das unhas dos pés na manhã seguinte a um baile. Leva um tempo enorme, sempre fica um pouco nos cantos e, quando a unha cresce, a mancha vermelha faz lembrar como a gente se divertiu naquela noite. Portanto, você pode deduzir que demorei um bocado para aprender. Por outro lado, tive tempo de sobra. Aprendi sua língua num centro de detenção de imigrantes em Essex, no sudoeste do Reino Unido. Fiquei trancada lá dois anos. Tempo era tudo o que eu tinha.

Pg. 17

Nas pernas escuras da moça havia muitas cicatrizes brancas pequeninas. E pensei: Será que essas cicatrizes estão pelo seu corpo inteiro, como as luas e estrelas no seu vestido? Achei que isso também seria bonito, e peço-lhe neste instante que faça o favor de concordar comigo que uma cicatriz nunca é feia. Isto é o que aqueles que produzem as cicatrizes querem que pensemos. Mas você e eu temos de fazer um acordo e desafiá-los. Temos de ver todas as cicatrizes como algo belo. Combinado? Este vai ser nosso segredo. Porque, acredite em mim, uma cicatriz não se forma num morto. Uma cicatriz significa: “Eu sobrevivi”. 





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Inquietudes: 10 motivos para agradecer


10 motivos para agradecer

Vi em algum lugar – com certeza por essas minhas leituras mundo afora – que, quando estivermos muito chateados, temos que esfriar a cabeça e pensar em 10 motivos para sermos gratos por algo em nossas vidas. Depois de fazer essa lista, as coisas que estão nos incomodando com certeza parecerão beeeemmm menores.  E se depois de parar e pensar bastante nisso você ainda não encontrar nada para ser grato, bom, daí você realmente tem motivos para ficar chateado... Não... rs...estou brincando. Todo mundo consegue encontrar coisas pelas quais podemos ser gratos, basta não ficar pensando somente em coisas materiais, por exemplo, você pode ser grato por atitudes que pessoas tiveram com você, ou por coisas boas terem te acontecido recentemente.

Hoje eu parei, fiz esse exercício e cheguei à lista abaixo:

  1. Muito grata a Evelyn Neris por ter ministrado os cursos noturnos “Criando seu Blog” e “Melhorando seu Blog”, sempre regados à paciência, risadas e chocolates. Obrigada por ter me introduzido na Blogosfera, frô!
  2. Sou grata por ter desfrutado de um verdadeiro manjar dos deuses nessas férias. E é do Macarrão a La Susana com S que estou falando, pessoal! Para quem não conhece, essa receita maravilhosa inclui, dentre outras coisas: Bacon, milho, creme de leite e molho de tomate bem encorpado. Obrigada, Susana com S!
  3. Sou grata pelo meu marido ainda me achar bonita, mesmo depois de anos, quilos e TPMs a mais. Obrigada, amor!
  4. Estou muito grata pelo meu irmão ter tido a determinação de começar sua faculdade. Mano, dessa vez você ouviu meu conselho - acreditou em si mesmo - e estou muito orgulhosa e grata por isso!
  5. Sinto-me grata e orgulhosa por ser sua madrinha de casamento Lilian Araújo! Maquiagem à prova d’água para todos os envolvidos, please!
  6. Muito grata por ainda ter tantos livros bons no mundo que eu ainda não li... Cada vez que penso nisso, sinto cambalhotas no estômago de felicidade e ansiedade e sei que o mundo é bom... rs! Obrigada, meus queridos escritores!
  7.  Sou muito grata porque no momento em que eu mais precisei você foi a primeira a chegar Honória Rodrigues! Beijinhos!
  8. Grata por ainda me surpreender tanto com a vida e com as pessoas. Sem esses mistérios diários, eu não seria tão feliz quanto sou!
  9.  Muito grata por ter amigos verdadeiros que – mesmo após a distância – ainda me consideram uma amiga, ainda que relapsa! Especialmente Bru Cardoso, Eliane Santos e Ana Flávia Rocha.
  10. E, por último, muito grata por ter motivos pelos quais sentir saudades, afinal, só sentimos falta do que foi muito bom...

Gratidão... Quantos de nós somos realmente gratos pelas coisas que temos e, mais que isso, pelas pessoas que temos?

E aí, pessoal, vocês já agradeceram por algo hoje?


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Fichamento de personagens




O fichamento de personagens é um recurso que eu utilizo como apoio na leitura de alguns livros, especificamente aqueles que possuem uma quantidade de personagens muito grande.
Sabe quando o autor insere tantos personagens (principalmente os secundários) na trama que você até se perde no “quem é quem”, e tem que ficar voltando toda hora nas páginas anteriores? Então, foi para facilitar essa parte que comecei a utilizar esse método.
É uma espécie de tabela ou lista contendo os nomes dos personagens relacionadas a alguma característica do mesmo, algo que te faça lembrar na hora quem é o personagem exatamente. Por exemplo: características físicas, psicológicas ou atitudes que marcaram o personagem.

João da Silva = Fazendeiro bigodudo.
Marcos Paulo = Primeiro marido da vilã.
Maria Clara = Meia-irmã da mocinha.

Claro que depois de estar na metade do livro mais ou menos você já terá os nomes todos decorados, mas facilita e muito o entendimento do livro, principalmente para quem não está lendo só por prazer, e precisa de uma leitura mais aprofundada.

Achei que só eu tinha essa esquisitice, mas descobri que não só outras pessoas também fazem isso, como tem a gentileza de compartilhar suas fichas com outras pessoas, adicionando-as nos livros já lidos. (Um beijo Ana!)

Resenha Coração não toma sol



Título: Coração não toma sol
Autor: Bartolomeu Campos de Queirós
Ilustrador: Mário Cafiero
Editora: FTD

Confesso que inicialmente o que me chamou a atenção neste livro foi o título. Só de lê-lo, já me pus a pensar e fiquei intrigada. Num segundo momento, reparei melhor no projeto gráfico, pois a capa reproduz a parede de um castelo com uma janela pela qual apenas o vermelho de um coração pode ser vislumbrado, algo que logo me conquistou. A cada virar de página, uma surpresa, pois o texto é, na realidade, um lindo poema derramado em páginas que encantam pela força e ao mesmo tempo singeleza da narrativa.
Peço desculpas pela minha ignorância, mas eu não conhecia esse autor. O que acabou se revelando ser muito bom, pois creio que só assim - despidos de qualquer conceito pré-concebido - é que podemos verdadeiramente ler uma obra e depor com nossa real opinião. Então até prefiro assim... rs. Desta forma posso expressar categoricamente que amei o livro, achei muito rico. Achei por bem revelar alguns poucos trechos, para exemplificar o que estou falando e deixá-los com um pouquinho de água na boca:

Pg. 10: “Tudo se aninhava, fielmente, no coração. Se era de pedra o caminho que o castelo pisava, o coração recolhia não somente a dor do percurso, mas também o tamanho e a cor. Não era fácil ser coração. Mesmo durante o sono do castelo, ele batia atento a tudo e velando os sonhos.”.
Pg. 11: “Mas o coração sabia que era da sua natureza não descansar. Sabia que coração só dorme uma vez – definitivamente.”.
Pg. 15: “E no castelo deu-se uma nova descoberta: sem margem de dúvidas há encontros em que as palavras são desnecessárias.”.
Pg. 17: “Se muitos eram os poderes do coração, morava nele uma tristeza por dizerem que ele era do tamanho de mão fechada. Tantas vezes se esforçou para acreditar que tal fato era uma história inventada. Mas nasceu no coração que não tomava sol a vontade de se abrir.”.



domingo, 4 de agosto de 2013

Resenha Depois daquela viagem


Título: Depois daquela viagem
Autora: Valéria Piassa Polizzi
Editora: Ática

Sempre tive vontade de ler este livro, por vários motivos, dentre eles,  porque passei minha adolescência lendo a coluna da Valéria Piassa Polizzi na revista Atrevida e admirava muito sua forma franca de escrever. No final da coluna aparecia a assinatura dela, acrescido de "autora do livro Depois daquela viagem: diário de bordo de uma jovem que aprendeu a viver com a AIDS". Eu achava o máximo ela ser tão jovem e já ser uma autora digna de ter uma coluna e um livro mencionado na revista que - na época - eu considerava a melhor do mundo. Outro motivo é porque, junto com Feliz Ano Velho (Marcelo Rubens Paiva), este livro marcou uma geração, tornando-se um clássico do anos 90.
O que mais me marcou nesta história, não é o fato dela ter contraído AIDS, mas sua busca pela essência de si mesma e pelo sentido da vida, e essas perguntas fundamentais (Quem sou eu? Por que estou aqui?), que são inerentes a todo o ser humano - tendo AIDS ou não - me conquistaram. O tempo todos somos levados a nos questionar junto com a protagonista dessa história: O que é certo e errado? O que é ser normal? Por que certas coisas acontecem? Por que fazemos determinadas coisas?
Longe de se considerar uma vítima ela apenas encara os fatos "é uma garota que transou sem camisinha",  nem mais nem menos.  A autora nos apresenta sua vida desde quando conheceu seu namorado (relação na qual contraiu a AIDS), passando principalmente pelo período em que morou nos Estados Unidos, experiência que mudou a forma como ela encarava a doença. Além da sua luta para conviver com o vírus, são intercalados de forma natural, a partir das experiências da autora, vários temas pertinentes aos jovens (desde aquela geração até a atual), como independência financeira, vestibular, sexo e masturbação, relações afetivas e familiares, etc. 
Suas lições de vida só são lições porque na realidade não tem essa pretensão. E por isso fui conquistada.
Pg. 38
No começo de 1990, como de costume, fui passar as férias em Corumbá. Natal, Ano-Novo, e em janeiro voltei pra fazer vestibular. Em menos de uma semana prestei, passei e entrei. Engraçado, né? É. Mas mais engraçado ainda é que àquela altura eu nem estava pensando em fazer faculdade. Só que, no encerramento do meu curso de inglês, a professora me deu o maior incentivo, falou que eu levava jeito, que eu tinha que continuar estudando e perguntou por que eu não fazia logo uma faculdade de tradução. Ela tinha feito e gostado muito. Pois é, foi isso. Ela gastou cinco minutos comigo, e eu entrei na faculdade. Fico pensando, então, como seria o mundo se todas as pessoas começassem a gastar cinco minutos de seu tempo umas com as outras.  
Pg. 138
Me lembrei de uma vez quando estava em Nova York e, como todo turista que se preze, fui visitar o Empire State Building. (...) Ventava frio, e do parapeito onde me encostei, olhando pra frente, se via uma névoa fina que cobria todo o céu. Respirei fundo e olhei pra baixo, e foi aí que eu vi, lá, longe, a cidade na qual eu estava. Os prédios pequenos, as casas minúsculas, os carros microscópicos... e as pessoas? As pessoas, não dava para vê-las. E foi aí que eu percebi o quão pequenos nós somos. In-sig-ni-fi-can-tes! Comecei a rir. Ri de todos os meus problemas. Ri de todos os meus medos. Ri dos meus sonhos e dos sonhos de todo mundo. Ri de mim mesma. E ri de toda humanidade. E continuei a rir. Ri tanto que joguei a cabeça para trás e, sem pensar, dei de cara com o céu e aí comecei a imaginar  Deus sentado lá em cima olhando pra baixo. O que é que ele veria de tão alto? Ele não veria nada. Não enxergaria ninguém. Quase chorei.
Pg. 185
(...) Me fez lembrar de um homeless com quem eu havia cruzado certa noite downtown a caminho de um bar. Um crioulo grande, que enquanto passávamos na calçada se pôs ao lado de uma pequena árvore, de galhos já secos, começou a berrar: “This tree is mine! This tree is mine! Mine!”. E batia a mão no peito, orgulhoso de sua arvorezinha. A princípio, achei que ele fosse louco ou estivesse bêbado. Não tinha um lar, roupas decentes, um tostão sequer no bolso, só tinha aquela arvorezinha e estava tão feliz. Mas, pensando melhor, loucos e bêbados somos nós que temos tantas coisas e muitas vezes não conseguimos ser felizes com nada. Todo ser humano deveria ter uma arvorezinha para amar. 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Resenha Pedrinho Pintor



Título: Pedrinho pintor
Autora: Ruth Rocha
Ilustrador: Geraldo Valério
Editora: Salamandra

Pedrinho é um coelho para lá de criativo, e isso se traduz nas coloridas roupas que veste e nos lindos quadros que pinta. Pena que nem todo mundo entende a criatividade e o gosto de Pedrinho, e o acham muito “maluquinho”. Isso nunca o incomodou, até que essa falta de compreensão das pessoas o impede de realizar seu sonho: trabalhar na fábrica de ovos de páscoa.

Será que as roupas que as pessoas vestem são mesmo tão importantes assim? Esse livro suscita este tipo de questionamento e consegue explanar sobre os valores atuais de forma leve e divertida. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Resenha Uma professora muito maluquinha



Título: Uma professora muito maluquinha
Autor: Ziraldo
Ilustrações do autor
Editora: Melhoramentos

Quem nunca teve uma professora parecida com essa (a maioria), com certeza gostaria de ter tido! Ela é diferente de todas as outras professoras: Na hora de fazer a chamada, pede que cada um escreva o nome de um colega da sala (Afinal, grande coisa saber seu próprio nome, diz ela); Nos concursos que faz, todos saem premiados; Tudo que ensina serve para a vida, pois ensina a ser feliz enquanto se aprende!

O livro retrata exatamente aquela professora admirável, pela qual os meninos se apaixonam e na qual as meninas se inspiram, enfim, aquela professora inesquecível que todos tiveram, mesmo que todas as maravilhas e exageros de perfeição tivessem existido só em nossas mentes. E, como pano de fundo, um vislumbre do Brasil da década de 40, com a guerra chegando ao fim na Europa.