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domingo, 27 de outubro de 2013

Resenha Amante Vingado

Título: Amante Vingado
Autora: J.R. Ward
Editora: Universo dos livros
Série Irmandade da Adaga Negra, Vol. 7

Livro indicado para quem:
- Gosta de vampiros e de sympathos
- Gosta de cenas picantes 
- Já leu os 6 primeiros volumes da saga

Resumo:

Rehvenge é o senhor das drogas de Caldwell, além de cafetão e, pior de tudo, sympatho. Por décadas, vem cedendo a chantagem de sua meia-irmã, o que vem o destruindo aos poucos. Esses pequenos detalhes sobre sua vida não são coisas que ele queira ver revelado à sua família, à glymera ou, à sua doce Ehlena, a única luz em sua vida nos últimos tempos. Para guardar este segredo e proteger àqueles que ama, ele irá até as últimas consequências. 


Resenha: 

Esperei muito, muito tempo, para que finalmente a história completa deste ser de moicano fosse contada. E valeu cada página virada. 
Rehvenge ou Reverendo, também possui complexo de salvador - não como o enfadonho Phury - pois sacrifica-se pelos que ama sem exitar e sem ficar choramingando pelos cantos. Ao longo do livro vamos percebendo a extensão desse sacrifício: sua mãe, sua irmã Bella, Xhex, a Irmandade, Ehlena... E ainda assim ele se acha uma pessoa indigna de amor e respeito, pelo simples fato de ser um devorador de pecados (sympatho). 
Por enquanto, este é o maior livro que li da Irmandade: são 719 páginas. Mas também, pudera, muita coisa acontece. Só para ter uma ideia:
Acompanhamos a lenta recuperação física e mental de um dos guerreiros, bem como passamos a conhecer um pouco melhor o personagem Lassiter, apresentado no final do Volume 6; "Presenciamos" a primeira noite de amor de um certo alguém, que é linda... e frustrante; Beth e Wrath sofrem uma grave crise no relacionamento; uma conspiração para matar o rei é arquitetada e uma tragédia se abate sobre a Irmandade; além de tudo isso, acontecem dois "sequestros", mas apenas um resgate.
Lash continua se fortalecendo mais do que nunca e finalmente a Irmandade percebe com o que está lidando. 
Finalmente entramos na Colônia, o local onde os sympathos se refugiam... e é bem angustiante!
Conhecemos também um novo personagem: Saxon. Ele só fez duas aparições, mas já gostei do personagem e sei que irá aparecer bastante na trama. 
Fora todo este pano de fundo, com o qual não tem como ficar entediado, o casal principal é bem bacana. Não o melhor de todos, mas na minha opinião ganham o 4º lugar. (Só para constar: 1º Wrath e Beth, 2º Zsadist e Bella, 3º Rhage e Mary). 
Ehlena é altruísta, amorosa, inteligente e boa, mas nem um pouco boba. Não demora muito para que ela perceba o homem vampiro que tem do seu lado, nem do que Rehv é capaz de fazer para protegê-la. 
A forma como é mostrada a esquizofrenia do pai de Ehlena é bem interessante, totalmente verossímil. Os detalhes, principalmente quando temos um vislumbre de como é a mente dele e a forma como Ehlena o trata, é bem tocante.
O final é totalmente alucinante e nos deixa prontos para correr e ler o volume 8. 

Pg. 429

Rehvenge fez uma pausa. E, em seguida, deixou-a extremamente chocada ao ajoelhar-se na frente dela. Quando ergueu os olhos, tinha um leve sorriso nos lábios. 
- Não entende, Ehlena. - Com suas mãos suaves, acariciou suas pernas e levantou seu pé, apoiando-o na coxa. Enquanto desamarrava os cordões de sua sapatilha, sussurrou: - Não importa o que vista... para mim, sempre terá diamantes na sola de seus sapatos. 

domingo, 20 de outubro de 2013

Resenha Amante Consagrado

Título: Amante Consagrado
Autora: J.R. Ward
Editora: Universo dos livros
Série Irmandade da Adaga Negra, Vol. 6

Livro indicado para quem:
- Gosta de vampiros
- Gosta de cenas picantes não muito picantes
- Já leu os 5 primeiros volumes da saga

Resumo:

Phury, o Irmão celibatário da Irmandade da Adaga Negra, candidatou-se ao posto de Primaz das Escolhidas. Porém, esta aparente fuga disfarçada de ajuda ao Irmão Vishous, não aplacou sua deterioração emocional, pelo contrário, só serviu para acelerar sua autodestruição e apego ao vício. Ao mesmo tempo, a Escolhida Cormia, sua primeira companheira, luta para ajudá-lo a se reerguer e entregar seu coração, e isso não tem só a ver com honrar seu papel como Primaz da Raça. 



Resenha: 

Phury nunca me chamou a atenção. Talvez porque todas as vezes que eu ouço a descrição do personagem com seus "cabelos multicoloridos", eu imagino a Cindy Lauper. É, isso é bem bizarro. Mas é verdade. 
Pode ser também pelo fato dele sempre ter vivido em prol do irmão Zsadist, sem outro propósito na vida. Ou pelo fato dele precisar tirar força das drogas para continuar vivendo. O fato é que, apesar de ser um personagem bem construído, como todos os outros guerreiros, nunca me senti atraída pelas qualidades que ele reúne ou curiosidade pela sua história. 
No livro anterior, ele se ofereceu para ser o Primaz, para que Vishous não tivesse que se separar de sua shellan, Jane. Muito bonito, só que não. Foi mais uma fuga, na minha opinião, do que um gesto de solidariedade. 
Depois, o livro se arrasta desconcertadamente sobre a relação de Phury e Cormia que, pasmem, até que combina bastante com ele. Não sei, a relação deles foi bem sem emoção o tempo todo. 
O que salva é o pano de fundo, porque acontecem algumas coisas... 
A gravidez de Bella se mostra cada vez mais delicada, ameaçando a estabilidade psíquica de Zsadist. 
A paixão entre John Matthew e Xhex continua aumentando, mas seu segredo ainda o incomoda muito, paralisando-o. Quando este segredo ameaça ser revelado, uma sucessão de eventos parece mudar para sempre a vida de John, Qhuinn, Blay, Lash e - por que não dizer - de toda a raça vampira. 
A guerra contra a Sociedade Redutora faz muitas vítimas, obrigando que os "garotos" - John, Blay e Qhuinn - entrem no combate mais cedo que o esperado. Não preciso dizer que eles adoram essa parte. A amizade entre os três, apesar dos traumas e desentendimentos, é algo bonito de se ver. 
O desfecho fica por conta do novo rumo das Escolhidas e uma linda surpresa que eu aguardava há muito tempo. 

Pg. 141

Phury não queria detalhes, mas eles vieram mesmo assim, e as palavras que o Irmão (Vishous) proferiu estavam estranhamente claras para ele agora, como um disco que toca de novo: Eu vi você parado diante de uma encruzilhada em um campo branco. Era um dia de tempestade...sim, uma grande tempestade. Mas quando você pegou uma nuvem do céu e a enrolou em volta da fonte, a chuva parou. 
(...) 
Naquele dia, ele arrancou o lençol e usou-o para cobrir Cormia. E ela parou de chorar. Ela era a fonte... a fonte que ele deveria preencher. Ela era o futuro da Raça, a origem dos novos Irmãos e das Escolhidas. A nascente da fonte. Assim como todas as suas irmãs. 


domingo, 13 de outubro de 2013

Resenha Amante Liberto

Título: Amante Liberto
Autora: J.R. Ward
Editora: Universo dos livros
Série Irmandade da Adaga Negra, Vol. 5

Livro indicado para quem:
- Gosta de vampiros
- Gosta de cenas picantes (incluindo sadomasoquismo)
- Já leu os 4 primeiros volumes da saga

Resumo:

Considerado o mais inteligente dos irmãos, Vishous, filho de Bloodletter, possui a maldição de prever o futuro e ler pensamentos, além de uma mão totalmente mortal. Isso, aliado ao fato de ter sido exposto por seu próprio pai a condições brutais na infância, o deixou totalmente insensível às emoções.
Quando um ataque de redutores o leva a ala de traumas coordenada pela cirurgiã Jane Whitcomb, seu coração parece bater pela primeira vez, desejando que ele possa ver um futuro bom para os dois.

Resenha:

O quinto volume da saga é dedicado a Vishous e a descoberta do amor e do verdadeiro prazer, com Jane.
Ao longo do livro, vamos vislumbrando o que foi a vida de Vishous, tendo sido criado por um pai brutal num acampamento de guerra. A descoberta de seus poderes (ou maldições), sua transição, os castigos impostos pelo pai e sua vida solitária, onde tudo que amava era irremediavelmente destruído, me fizeram ter a certeza de que ele é o guerreiro que mais sofreu. Até mesmo mais do que Zsadist. Isso explica sua personalidade fria e seus fetiches sexuais ousados, aliás, achei que essa parte seria bem pesada, mas até que a autora pegou leve nas descrições (ainda bem!).
Em comparação às outras shellans, Jane Whitcomb só tem mais carisma do que a Marissa, no entanto, achei que a personalidade dela combinou com o V: Ela é direta, inteligente e ama seu trabalho. Na verdade é a única que tem uma profissão que sentiria pesar em abandonar para viver com a Irmandade. O que cria um impasse entre os dois.
São 525 páginas de muitas revelações, algumas de deixar os cabelos em pé!
Ficamos por dentro de como funciona o Outro Lado (não é o Fade), onde “moram” as Escolhidas e a Virgem Escriba. Aliás, a Virgem Escriba ganha certa personalidade na narrativa, fica mais “real”.
Adentramos mais na personalidade do Phury, história que será abordada no próximo volume, mas já começa a se desenrolar neste.
Continuamos acompanhando o desenvolvimento e treinamento do John, e pela primeira vez em sua chata longa história, algo realmente acontece. Confesso que apesar de não curtir muito o personagem, estou curiosa. Afinal, quem é o John?
O Dr. Manuel Manello (que nominho...), amigo de Jane, promete fazer mais aparições em outros volumes. Não sei se isso é bom ou não, mas fiquei curiosa.
Confesso que quase chorei no final... Raiva, tristeza, indignação... Detestei a solução encontrada por Ward. Vishous merecia mais, por tudo o que ele passou. Foi sem graça. Morri com esse final.

Pg. 173

Ele apoiou os braços na cama e abaixou a cabeça. Ficou surpreso ao ouvir os sons de suas lágrimas. Teria sido melhor levar uma martelada.
Ele havia feito aquilo com ela.
De repente, ela se virou para ele e respirou profundamente. Exceto pelas marcas vermelhas a redor de seus olhos, ele não teria desconfiado de que ela estava chateada.
-Certo. Você consegue comer sozinho ou realmente precisa de ajuda para lidar com o garfo e a faca?
V. piscou.
Estou apaixonado, ele pensou ao olhar para ela. Eu me apaixonei.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Inquietudes: Palavra de amiga



Em homenagem aos meus amigos, mesmo aqueles que nem ao menos sabem que assim os considero. Clique neste link para ouvir uma linda música enquanto lê o post.  



Para mim cada amigo conquistado é como um fôlego a mais, uma vida a mais que preenche e ensina a minha. Como um rosto conhecido que aparece numa multidão esmagadora, numa rotina que nos reduz. Nessas horas infelizmente freqüentes, quando encontro um amigo não estou mais perdida. 

Reconheço ali um pedaço de mim, uma carne da minha carne que não possui meu DNA, porém, entende meus sentimentos ou, ainda, discorda de mim, fazendo com que eu enxergue verdadeiramente quem eu sou.

Se tem algo que aprendi nestes tempos difíceis, é que nunca devemos perder a oportunidade de dizer o quanto amamos alguém. Nunca. Dizer, dizer, redizer! Assim sendo, eu amo vocês! E quero dizê-lo porque a perda não é imposta unicamente pela morte. Muitas vezes, é a vida que separa de forma irrevogável. Mesmo que haja promessas enfáticas, mesmo que não se queira e se diga “Eu vou ligar!”, “Eu vou escrever!”, “Precisamos nos encontrar!”, “Vamos nos ver!”.


Às vezes a vida é preenchida tão completamente de coisas inutilmente mais importantes, estupidamente mais urgentes, tão previsivelmente imprevisíveis... Que quando nos deparamos com o concreto das horas e dos dias, passaram-se anos. Ah, maldosos relógios e calendários que espelham nosso descaso com as coisas realmente importantes!

E para dizer-lhes o quanto vocês foram e são importantes, que lhes escrevo essa mensagem. Porque vocês me sustentaram quando eu estive caída. E tentaram me alegrar diante da minha dor, e quando a dor era insuportável e não havia mais nada que pudessem fazer, choraram junto comigo. E mesmo quando nada mais podia ser dito, souberam respeitar o silêncio, e preencheram como puderam o vazio.

Porque um amigo não é aquele que sempre tem algo bom para dizer, mas aquele que faz tudo o que está ao alcance. E às vezes tudo o que está ao alcance é te pagar um sorvete ou te abraçar olhando o infinito... Ambos admitindo a impotência diante da vida e das circunstâncias das quais ela é feita.

E quando encontrarem essa mensagem perdida nas teias do tempo, e talvez a convivência já não estiver mais tão compartilhada como antes, saibam que tudo o que disse continua fazendo sentido, porque a amizade não é feita de frequência, mas de intensidade.

Vocês são anjos para mim.

Palavra de amiga,
Cíntia Mendes.


Inquietudes: All Star




Eu não tenho nem palavras para começar a descrever a solidão que ela sentiu naquele momento, olhando para seu par surrado de All Star.
A solidão se grudava a ela tal qual carrapicho mais teimoso e espalhava-se por todas as frestas.
O buraco raso no chão a sua frente, por um mistério cruel da física, parecia guardar toda a sua vida ou parte essencial dela.
Alguns a olhavam, perguntando-se por que não chorava, mas isso só aconteceu quando o primeiro punhado de terra atingiu o pai.
A partir de então as pessoas sentiram certo alívio, perante a naturalidade daquilo, mas ninguém a abraçou. Tampouco disfarçaram os cochichos ao se darem conta de que não havia flores. Nem mesmo uma, para jogar sobre o caixão antes das pás fazerem seu trabalho.
As pás não tinham rosto, ela notou. Eram apenas ferramentas que encobriam seu pai numa morada fora do mundo.
As pás utilizavam a camisa aberta e suavam muito no esforço de terminar mais uma cova. E então compreendeu porque o buraco no chão a sua frente estava tão raso. Chorou ainda mais. Chorou de indignação ante a banalidade de tudo aquilo. Quis enfrentá-los, a todos, mesmo os bons, e dar dignidade à última morada de seu progenitor, mas olhou para os pés e eles não se moviam.
E continuaram a não se mover até o final, até todos partirem. Aquilo fazia parecer tudo um grande show e mais da metade das pessoas no veículo ela nunca tinha visto, nem seu pai, ela apostou intimamente.
Os pés continuaram colados ao chão de terra batida. Não conseguiu dar nenhum passo. Virar as costas seria o momento mais difícil de sua vida.
Ela ficou olhando para aquele par surrado de All Star - um último vestígio da adolescência - e percebeu que se sentia, na verdade, desamparada como uma criança e endurecida como um idoso.

Lembrou-se de tudo pelo que passou usando os tênis e absurdamente pensou que se soubesse onde o par de All Star a levaria, jamais o teria comprado. 

domingo, 6 de outubro de 2013

Evento Livros em pauta


Oi, pessoas!

A dica de hoje é o evento "Livros em pauta" que eu, particularmente, só fiquei sabendo que existia hoje, mas já está na sua 3ª edição!

Este evento é de autoria do escritor Edson Rossatto e possui o objetivo de aproximar escritores e demais profissionais da cadeia do livro de leitores e escritores iniciantes. 

O evento é gratuito e não precisa de inscrição prévia. A programação está recheada de palestras e debates, com temas girando sobre a produção e divulgação literária, seja de livros ou mesmo de blogs. 

Alguns destaques da programação:

10:30 até 12:30 
- Palestra sobre Nanocontos
- Workshop sobre Vlogs literários

11:00 até 12:30 
- Networking do mercado editorial
- Serviço gratuito de apoio ao escritor

13:00 até 15:00 
- Palestra sobre Direitos Autorais
- Debate Etiqueta de blogueiro

15:30 até 17:30 
- Palestra sobre Gestão da carreira literária
- Palestra com Giulia Moon sobre Como compor personagens literários 

15:30 até 19:00 
- Lançamento das antologias literárias da Andross Editora

17:30 até 19:00 
- Sessão de autógrafos de vários autores 

Como deu para perceber, tem bastante coisa bacana e a maioria acontecendo ao mesmo tempo - vou ficar louca com isso -, e eu não coloquei nem metade da programação aqui. Para ver a programação completa e saber mais detalhes do evento, acesse aqui

Onde: Av. Jabaquara, 1870, Saúde (Apenas dois quarteirões da estação Saúde do metrô) 
Quando: 19 de outubro de 2013, das 10h às 20h




Resenha Amante Revelado


Título: Amante Revelado
Autora: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Série Irmandade da Adaga Negra, Vol. 4

Este livro é indicado para:
- Quem já leu os três primeiros volumes da série IAN;
- Quem quer ler os próximos volumes da série IAN;
- Gosta de vampiros em cenas picantes.

Resumo:


Butch O'Neal, apesar de humano, foi admitido como aliado da Irmandade da Adaga Negra, algo bastante raro na história da raça vampira, e agora, tendo descoberto novas habilidades, luta para ter seu lugar reconhecido junto à Irmandade. Ao mesmo tempo, seu amor por Marissa só aumenta, e ainda que ela pareça correspondê-lo, a concretização desse amor parece cada vez mais impossível. 

Resenha:

Este é 4º volume da série Irmandade da Adaga Negra e o foco é na história de Butch e Marissa.
Li os três primeiros volumes já tem um tempo e meio que perdi a vontade de continuar a ler os outros livros quando soube que o próximo enfoque seria no casal Butch e Marissa. Esse casal nunca me atraiu, pois Marissa é muito insípida e Butch - perto dos outros personagens masculinos da série - não possui muitos atrativos. Quer dizer, essa era a imagem que eu tinha do casal até agora, no entanto, eles subiram no meu conceito discretamente. Ainda não são meus favoritos, mas confesso que a história empolga. 
Quando percebi que nas primeiras páginas tudo o que eu li era a Marissa se debulhando em lágrimas no banheiro de uma maldita festa, quase chorei junto... de tédio! Achei que a história ia ficar nessa o livro inteiro, mas não, muitas coisas interessantes acontecem: nos aprofundamos mais nos personagens Vishous e Rehvenge (Reverendo), entendemos mais sobre o funcionamento da Glymera, do Conselho dos Princeps e sobre os sympathos. E somos apresentados a uma personagem que promete muito para os próximos livros: Xhex. Essas são apenas as histórias paralelas, a história principal, claro, é sobre o relacionamento de Butch e Marissa (e Vishous, por que não?). Depois de ter levado um fora da Marissa, Butch está deprimido e cansado de viver como se fosse o café-com-leite da Irmandade da Adaga Negra. Um dia, tentando ajudar a raça dos vampiros e provar o seu valor, ele acaba sendo sequestrado pelos redutores, o que desencadeia uma sucessão de eventos totalmente inesperados. Vishous realmente estava certo nas previsões que fez no primeiro volume (Amante sombrio): Butch seria peça importante para a Irmandade. 
A partir daí as coisas ficam cada vez mais confusas, principalmente o relacionamento entre Vishous e Butch, que fica mais íntimo e estranho. Os sentimentos entre eles é de amor, mas eles ficam (e deixam um pouco) na dúvida se é amor apenas fraternal ou não. 
O relacionamento entre Butch e Marissa, por sua vez, se intensificou em comparação aos outros volumes, como não podia deixar de ser, mas não é algo que convence. 
A barrinha do respeito da Marissa subiu, pois ela se tornou uma mulher mais forte e corajosa, no entanto, como a vida íntima dela e Butch continuou no "chove não molha" por boa parte do livro, fiquei irritada. 
Como eu imaginava, o casal deste livro não seria tão legal quanto os dos outros, mas fiz bem em não "pular", do contrário, não entenderia nada dos próximos volumes, pois a história dá uma guinada. 

Observação: Em alguns momentos, peguei trechos mal traduzidos ou mal digitados, revisados, etc...ainda não sei. Vai ver eu parei de entender minha língua materna, mas o que eles quiseram dizer aqui?
"Cara, aquele ser humano apareceu vivo e bem? Problema sério. Problema sério. O que havia acontecido? E por que Ômega não sabia saber o que o ser humano ainda estava vivo? Principalmente se o cara sentia a presença do mestre? (Pg. 325)
Entendi, mas não compreendi. 


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Resenha Se tivesse tempo


Título: Se tivesse tempo / Si tuviera tiempo
Autora: Gloria Kirinus
Editora: Larousse Júnior

Este livro é indicado para:
- Quem gosta de poesia;
- Quem gosta de viajar no tempo;
- Quem gosta de versos singelos. 


Resenha:

Gloria Kirinus é uma escritora peruana de nascimento, mas que mora no Brasil (Curitiba) há vários anos. 
Este livro é bilíngue, como outros de sua carreira, e a poesia dança entre seus versos espanhol-portugueses. 
O tema deste livro foi o que mais me chamou a atenção "a falta de tempo para as coisas simples da vida", principalmente por ser um livro infanto-juvenil. Mas a autora explica: "Se tivesse tempo... Quando criança, essa era a frase preferida dos adultos. Agora escuto a mesma frase na voz de crianças e adolescentes". No entanto, enquanto lemos os lindos versos de Gloria, lembramos não dessa triste realidade atual, mas daquele tempo na nossa infância quando tínhamos tempo para tudo, até mesmo para sonhar. Vejam que luxo!

E você? O que faria se tivesse tempo?