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domingo, 24 de novembro de 2013

Resenha Amante Meu

Título: Amante Meu
Autora: J.R. Ward
Editora: Universo dos livros
Série Irmandade da Adaga Negra, Vol. 8

Livro indicado para quem:
- Gosta de vampiros em cenas picantes 
- Gosta de mulheres de fibra
- Já leu os 7 primeiros volumes da saga

Resumo:

John Matthew apaixonou-se por Xhex no primeiro momento em que a viu. Na ocasião, ainda não havia passado por sua transição para vampiro e tinha pouca esperança que a bela e feroz segurança da boate ZeroSum reparasse num garoto franzino e desajeitado como ele. Xhex, no entanto, não só reparou como lutou contra o desejo que sentiu, uma vez que sua natureza dupla tinha o costume de levar a ruína àqueles que se aproximavam dela. O que ambos não sabem é que John também guarda um segredo obscuro, e que o destino unirá os dois de forma inevitável. 


Resenha: 

Bem, confesso que eu não esperava nada deste livro, ou melhor, esperava que fosse péssimo, chato. E não foi. Na verdade acho que o que "salvou a pátria" é que o livro tem muitas histórias paralelas e que o par romântico (nem sei se dá para falar assim...rs) do John é a Xhex, que - com o perdão da palavra - é muito fodástica. A história dos dois começou há muitos livros atrás, quando John começou a frequentar o ZeroSum apenas para afogar suas muitas mágoas e para vê-la (ela é chefe da segurança de lá). A admiração adolescente que ele tinha por Xhex cresceu e chegou ao ápice neste volume, que já começa interessante, porque (lá vem SPOILER), no livro anterior ela foi raptada. Claro que a IAN fica empenhada em resgatá-la, mas John dá um jeitinho de fazer suas próprias investigações. 

Fora o drama do resgate, temos a velha história do "Não-fico-com-você-porque...". No caso de Xhex, ela já passou por uma situação parecida no passado com outro guerreiro da Irmandade, Murhder, que arriscou a vida para salvá-la sem saber de sua natureza sympatho, e ela não quer passar por isso novamente, é uma cabeça dura, andarilha solitária, mega independente, etc. 
O relacionamento dos dois não me convenceu muito não, sei lá, é meio estranho, parece que ela que é o homem da relação. E não consigo admirar homens muito frágeis feito o John. Ele está sempre ameaçando, xingando, querendo dar uma de machão, mas no fim é sempre ela que salva ele e a si mesma. Típico de Xhex, como diria Rehvenge. 
Entre as histórias paralelas temos o reaparecimento de Murhder; o passado de Darius e Tohrment; o relacionamento de Blay e Saxton e os sentimentos ambíguos de Qhuinn em relação a isso, que ainda arruma tempinho para dar umas aulinhas práticas sexuais para Layla. Outro tema importante exposto no livro é o renascimento de Tohrment, por assim dizer, e é lindo. Ele ainda está quebrado, mas agora pelo menos está tentando enfrentar sua dor e isto é comovente. O treinamento de Wrath e Payne continua e o resultado destes treinos parece ser o assunto do próximo livro: Amante Libertada. 

Pg. 221 
Enquanto seus ouvidos zumbiam e seu coração se partia por ela, permaneceu firme contra a força do vendaval que ela emanava. Afinal, sabia que as palavras "estar aqui" e "ouvir" tinham significados muito próximos. Sendo sua testemunha naquele local, ele a ouvia e estava ali por ela, porque isso é tudo o que se pode fazer quando alguém desmorona. 

Pg. 462
Ele sabia tudo sobre aquela coisa de não se sentir parte de um grupo. Mais uma coisa em que eram compatíveis. Fechando os olhos, enviou para o alto uma oração para qualquer um que estivesse ouvindo, pedindo que, por favor, pelo amor de Deus, parasse de lhe enviar sinais de eles eram perfeitos um para o outro. 

Pg. 580
Nunca se sabe a última vez que se vê alguém. Quando aconteceria a última discussão, a última vez que faria sexo com essa pessoa ou a última vez que olharia nos olhos dela e agradeceria a Deus por estar em sua vida. Depois que partiam? Só se consegue pensar nisso. Dia e noite. 

domingo, 17 de novembro de 2013

Resenha Vidinha boa

Título: Vidinha boa
Autora: Véronique Caplain
Editora: FTD
Tradutora: Ruth Rocha


Este livro é indicado para quem:
-Gosta de corujas
-Gosta de livros bem ilustrados
-Gosta de livros infantis

Resenha:

De acordo com minha sobrinha Samara, as ilustrações "parecem que vão sair da página". Realmente, as ilustrações são bem vívidas, cheias de detalhes como bichinhos minúsculos na campina que você só vê se prestar bem atenção. E são encantadoras!
Duas coisas me atraíram para a leitura deste livro: A capa, com mamãe coruja e o bebê coruja em um galho, abraçados (Eu amo corujas!), e o título "Vidinha boa". Fiquei curiosa para ver como era essa vidinha boa das corujas da capa. Acontece, que a vida dessas corujas pode até ser boa, mas não é nada fácil! Mamãe Coruja, Papai Coruja e Bebê Coruja vivem no oco de um salgueiro. Enquanto Papai caça à noite, Mamãe cuida do bebê, que tem muitos desafios a enfrentar: precisa encarar a claridade da manhã, fora do oco do salgueiro, e se aventurar pulando nos galhos maiores. 
Sua coragem em enfrentar estes desafios é recompensada com a descoberta de um novo amigo: um pardal muito esperto, que o inspira a tentar voar. Claramente uma forma de mostrar às crianças que o desafio do crescimento é grande, mas necessário, e vale a pena ser enfrentado, pois conhecer melhor o mundo e fazer novos amigos é uma recompensa e tanto. Além disso, Mamãe Coruja e Papai Coruja estão sempre perto do Bebê, ajudando-o a enfrentar o medo e os perigos, então não há nada a temer!
Uma ótima história para ser lida com a criança que está começando a frequentar a escola e teme a separação com a família. 
Não costumo dar nota aos livros que leio, mas como fiz essa resenha com a consultoria especializada da minha sobrinha de 7 anos, Samara, devo informar para os interessados que ela deu nota 10 ao livro, depois de lê-lo com a atenção genuína típica das crianças. 

domingo, 10 de novembro de 2013

Resenha Febre de Sangue

Título: Febre de Sangue (Bloodfever)
Autora: Karen Marie Moning
Editora: Novo Século
Febre (Fever) - Livro Dois das crônicas de Mac O’Connor

Este livro é indicado para quem:
 
-Gosta de personagens masculinos marcantes (e viciantes)
-Gosta de histórias com Fadas e outros monstros bizarros (Gênero: Fantasia Urbana)
-Gosta de personagens mais maduros
 
Resumo:

MacKayla Lane teve sua vida totalmente transformada após o assassinato de sua irmã e sua ida para a Irlanda em busca de pistas. Não sobrou quase nada da “garota arco-íris” desde então. Cada vez mais consciente de seus poderes de vidente Sidhe e tendo sua ajuda disputada por pessoas nas quais ela sabe que não pode confiar, Mac continua sua busca pelo Sinsar Dubh e pelo assassino de sua irmã, enquanto tenta resistir à sedução de dois seres poderosos e letais.
 
Resenha:

O segundo volume de Fever retoma a caçada de Mac por vingança e pelo Sinsar Dubh. Mac continua morando na Barrons livros e miudezas e seu anfitrião e parceiro de caçada continua mais misterioso do que nunca.
As alterações de humor de Jericho Barrons continuam frequentes, mas é perceptível que ele começa a olhar Mac de um modo diferente: com mais respeito e como mulher. Embora o tratamento dispensado a ela seja o mesmo, devido à natureza teimosa de ambos.
No livro Um eu já havia gostado demais dos embates entre os dois, com seus diálogos ácidos (mesmo os mentais). É extremamente prazeroso ver a forma como ela o enfrenta, e como Jericho Barrons sempre tem razão! Para suas respostas lógicas não há réplica!
Não há juras de amor entre os personagens (talvez se houvesse perderia a graça!), mas o relacionamento entre os dois se aprofunda a níveis interessantes (sexualmente falando). Não, não há cenas de sexo explícito, embora eu não recomende este livro para menores de idade devido à quantidade de palavrões e cenas sensuais.
Não sei se ficou claro na resenha do livro Um (Febre Negra), mas esta série aborda especificamente o universo Fae. Bem, mas o que são os Fae? Fae são fadas! Mas esqueça dos estereótipos de fadas fofinhas e sempre mulheres. Os Fae são divididos em duas cortes: Luz (Seelie) e Sombras (Unseelie). Ambas as cortes possuem diversos tipos de Fae, mas nenhum deles é benevolente, são todos essencialmente cruéis, embora os Seelie tenham – pelo menos  - características mais humanas e sejam mais belos. V’lane, por exemplo, é terrivelmente belo. É um príncipe Seelie e, embora não tenha feito nada extremamente cruel, tem o poder de amplificar a vontade sexual das pessoas até levá-las ao extremo: deixá-las obcecadas, despudoradas (tirar a roupa em público, por exemplo) e matá-las. Embora ele tenha ajudado MacKayla em um episódio, não foi a troco de nada, por isso, ele também entra para a lista de pessoas não confiáveis. Além disso, parece haver uma rixa antiga entre ele e Barrons.
Neste volume, conhecemos melhor Rowena e o Conselho Supremo de Videntes Sidhe, definição a qual MacKayla encaixa.
Este livro termina muito, muito bom. Minha curiosidade sobre o Sinsar Dubh, Jericho Barrons e as novas informações que estão por vir está no limite. Mal posso esperar pela continuação, mas a Novo Século mantém os leitores em cruel expectativa, sem previsão de lançamento para o livro 3 (Faefever) no Brasil. Estou sofrendo! L

Pg. 105 – Barrons sendo filósofo.

- Ele beijava bem, Srta. Lane? – Barrons perguntou, me observando cuidadosamente.
Limpei minha boca com as costas da mão por causa da memória. – Era como ser possuída.
- Algumas mulheres gostam disso.
- Eu não.
- Talvez dependa do homem que a esteja possuindo.
- Duvido. Não conseguia respirar enquanto ele me beijava.
- Um dia você pode beijar um homem que a faça não conseguir respirar sem ele, e descobrir que respirar tem pouca importância.

domingo, 3 de novembro de 2013

Resenha Febre Negra

Título: Febre Negra (Darkfever)
Autora: Karen Marie Moning
Editora: Novo Século
Série Febre (Fever) - Livro Um das crônicas de Mac O’Connor

Livro indicado para quem:
-Gosta de personagens masculinos marcantes (e viciantes)
-Gosta de histórias com Fadas e outros monstros bizarros (Gênero: Fantasia Urbana)
-Gosta de personagens mais maduros

Resumo:
MacKayla Lane vem vivendo uma vida maravilhosamente comum, como tantas outras garotas de 22 anos de Ashford, na Geórgia. Até que sua irmã é assassinada durante um intercâmbio na Irlanda e deixa uma misteriosa mensagem na caixa postal do celular de MacKayla. 
A busca pelo assassino da irmã leva Mac a se deparar com fatos que não consegue explicar e poderes que nunca achou ter. Quando Jericho Barrons propõe um acordo de ajuda mútua, Mac vê nele a chance de continuar viva para sua vingança, embora seu misterioso parceiro não se mostre nem um pouco confiável.

Resenha:

Topei com este livro totalmente por acaso e – pasmem! – nunca tinha ouvido falar dele até então! A narrativa é em primeira pessoa, o que nos deixa bem próximos da personagem principal (MacKayla Lane). Conseguimos perceber todas as nuances de seus sentimentos: cada palheta de dor, desejo, curiosidade, medo. E ao mesmo tempo em que a narrativa é fluida e leve, é profundamente sensível e realista.
A heroína não é uma heroína. É apenas uma garota comum que foi atraída para uma cruel realidade pelo turbilhão em que se transformou sua vida após a morte da irmã. Não é tipicamente corajosa, apenas continua seguindo em frente movida pelo amor pela irmã e pelo desejo de vingá-la. O vilão, o mocinho... Quem são? Não dá para saber, pois vemos o mundo através dos olhos de Mac, e ela não confia – e nem mesmo poderia confiar – em ninguém.
A verdade é que tanto Jericho Barrons, o colecionador de objetos e livros raros, quanto V’lane, o príncipe Fae, são sedutores, poderosos e enigmáticos. Ambos oferecem ajuda a Mac, coisa que ela não pode recusar, principalmente tendo uma legião de Unseelie em seu encalço. No entanto, não dá para saber qual opção é a mais perigosa.
A narrativa de Moning utiliza elementos da sociedade celta, claro, com adaptações. V’lane, por exemplo, é um Fae (fada), mas esqueça as asinhas coloridas e a fofura. Fae são lindos e sedutores (pelo menos os Seelie), mas muito cruéis. Isso porque para eles os seres humanos são totalmente descartáveis e eles não sentem mais culpa de matá-los do que os seres humanos de esmagar uma barata com Havaianas.
Jericho Barrons é igualmente cruel. E para começo de conversa nem ao menos sabemos o que ele é. Basta dizer que ele é muito forte e que pode repelir as Sombras (uma casta de Unseelie). Disfarçado em uma fachada de ternos de 10 mil dólares e postura refinada há um ser selvagem e frio à espreita, que não mede esforços para conseguir o que quer.
Os embates entre a astuta Mac e ele são demais, para não falar de tirar o fôlego. Diálogos engraçados e por vezes sedutores deixam antever que o relacionamento dos dois tende a ficar cada vez mais profundo e sensual. De todos os personagens masculinos de livros com temática sobrenatural, Jericho Barrons é de longe o mais marcante com o qual já tive a oportunidade de flertar. E pelo visto não sou só eu que penso assim, o personagem Jericho Barrons ganhou um concurso virtual de romances sobrenaturais de melhor “Macho Alfa”. Não riam. É sério. Não dá para explicar, talvez seja sua frieza e segurança, ou todo o mistério que o envolve, o fato é que aqueles – e principalmente aquelas – que não o conhecem estão perdendo muito tempo.
Vejo nesta narrativa os elementos perfeitos para um filme, que com certeza faria sucesso! Soube que a Dreamworks havia comprado os direitos para o cinema, mas como não adaptaram no prazo máximo estipulado, os direitos voltaram para a autora, Moning.

Pg. 40 – Quando MacKayla entra na Barrons Livros e Miudezas pela primeira vez.

De fora eu esperava encontrar uma loja de livros e raridades charmosa e pequena com as dimensões de uma Starbucks em alguma universidade. O que eu vi foi um interior imenso, que abrigava uma coleção de livros que fazia a biblioteca que a Fera da Disney deu para a Bela no dia do seu casamento parecer incompleta.
A propósito, eu amo livros, muito mais do que filmes. Filmes lhe dizem o que você deve pensar. Um bom livro deixa você mesmo escolher alguns de seus pensamentos.

P.S. Sim, eu me identifiquei com MacKayla Lane. E amei isso.

E o livro Febre de Sangue (Livro Dois) é igualmente maravilhoso.