domingo, 12 de janeiro de 2014

Resenha Ladrão de Almas


Título: Ladrão de Almas
Autora: Alma Katsu

Editora: Novo Conceito
Trilogia Ladrão de Almas - Vol. 1

Este livro é indicado para quem:

- Gosta de romances históricos
- Gosta de nuances sobrenaturais
- Tem estômago para a perversão, o sadismo e a maldade


Resumo:

Quando o Dr. Luke inicia o turno no pronto socorro da pequena cidade de St. Andrew não imagina que sua vida mudaria bruscamente com a chegada da bela Lanore. Ré confessa de assassinato e visivelmente em estado de choque, a jovem é entregue aos cuidados do médico. Algo nele faz com que Lanore queira finalmente dividir com alguém sua assustadora e incrível história. Algo nela faz com que Luke acredite em tudo, mesmo que isso contrarie toda a lógica com a qual ele lida em sua profissão. 

Resenha: 

O estilo de escrita de Alma Katsu é comparado aquelas bonequinhas russas, que você vai abrindo e encontra outra boneca dentro, depois mais outra e mais outra. Só que em vez de bonecas são histórias dentro de outras histórias. 
Em alguns momentos até esqueci que a Lanore estava sentada diante do Luke contando a história da sua vida. E não há desconforto, apenas a certeza de que você está sendo totalmente absorvido pela história, que fica indo e voltando no tempo e mesmo assim não fica confusa. 
Lanore é uma imortal, bem como o seu "mestre", Adair, e seus outros súditos. Mas esqueça os bebedores de sangue, porque não há vampiros nessa história. Estamos falando de Alquimia, ou magia, se preferir. 
Após ser encontrada vagando na floresta em estado de choque, Lanny é enviada ao pronto socorro onde encontra com o Dr. Luke, para quem narra sua história fantástica. 
Numa típica família puritana do século XIX, Lanore é a mais velha das filhas mulheres. Isso deveria pressioná-la a casar logo, formar uma família e dar exemplo para suas outras irmãs, mas o amor obsessivo que sente por Jonathan, o filho do fundador de sua pequena cidade - St. Andrew - não permite que ela pense em mais nada. 
Embora Jonathan encoraje o amor de Lanny, não o retribui, e o relacionamento de ambos não passa de uma sólida amizade, enquanto Jonathan se distrai saindo com todas as mulheres da cidadezinha (inclusive as casadas!). 
Até que um acontecimento desencadeia uma sucessão de eventos que faz Lanny ir parar em Boston. É lá que ela conhece Adair, e, na minha opinião, quando as coisas começam a ficar realmente interessantes. Não é que eu tenha um fraco por vilões, mas é que geralmente são os personagens mais complexos. Adair me causou todo tipo de sentimentos ao longo das páginas: medo, repulsa, piedade, amor, ódio... Por isso me solidarizei com cada ação e reação de Lanny em relação a ele. Na verdade também me solidarizei com os sentimentos dela em relação ao Jonathan, e embora ele seja um personagem bem menos excêntrico, também foi muito bem construído. Um libertino que se apaixona demais e ao mesmo tempo por ninguém, acostumado desde criança a receber o amor das mulheres e a inveja dos homens. 
Já Lanore, ou Lanny, é uma mulher a frente de seu tempo: Se importa mais com a realização dos seus desejos do que com a opinião da sociedade. Isso a leva tanto a aprender mais que as outras pessoas em geral quanto a cometer atitudes condenáveis. 
Embora a temática do livro seja sobrenatural, devido aos personagens imortais da trama, eu diria que isso não chama tanto a atenção quanto os sentimentos obsessivos pelos quais os personagens se deixam levar. O amor obsessivo da Lanny pelo Jonathan conduziu quase todas as ações e levaram a história tanto ao ápice quanto ao desfecho. A obsessão de Adair por poder e depois por Lanore transformaram a vida de todas as pessoas com as quais ele cruzou. 
Se me perguntarem sobre o que trata a história, não diria que é sobre amores imortais, mas de amores intensos o bastante para mais de uma vida. 


Pg. 262-263



(...) Adair não foi meu único torturador; ele também convocou Dona, ainda que fosse contra o desejo do italiano. Foi minha pitada do demônio, sobre a qual Jude me alertara, uma lição de que provocar o amor de um demônio é um grande risco. Esse amor, se é que pode ser chamado assim, nunca é doce. Um dia irá experimentá-lo da maneira que realmente é. É corrosivo. É venenoso. É como ácido derramado dentro da garganta

2 comentários:

Evy disse...

Esse é o livro que você comentou comigo essa semana?
Esse é o que te falei: https://www.skoob.com.br/livro/127161-3096-dias-natascha-kampusch

Cíntia Mendes disse...

Não, aquele é o "Cativa no escuro"! Vi o livro que vc indicou, vou querer emprestado, hein! Quando tiver tempo...rs...Bjo

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