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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Inquietudes: Tristeza Secular


Tristeza secular

Durante a noite nada importa, nada importa
Só esta tristeza secular que,
Procura, persegue, alcança, corrói

Durante a noite nada importa
Nem os escritos para onde jogo
a revolta juvenil contida
Só esta tristeza secular que,
Procura, persegue, alcança

Durante a noite nada importa, nada importa
As estrelas, pra onde olho com frequência
Só me dizem coisas tristes
Envolvem-me com seu brilho de lágrimas
Assim como o mar me envolve
Com seu canto sedutor e também triste
Eu que me contagiei com a canção triste e inebriante da natureza,
ou minha angústia que chega ao extremo de contagiá-la?

Durante a noite nada importa,
Só esta tristeza secular que,
procura, persegue
A flauta que alegra o músico
Entristece os enamorados com saudosismo acentuado
A música que ouço fala sobre meu passado,
Minha biografia é contata em versos lacrimosos

Durante a noite nada importa, nada importa
Só esta tristeza secular que, persegue
Mas já não encontra, pois
 durmo no sono da fé áurea, onde,
os sonhos são como bálsamos,
e os bálsamos, são as mão de Deus.

                                                                            C. M. 


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Resenha A arte: conversas imaginárias com minha mãe


Título: A arte: conversas imaginárias com minha mãe
Autor: Juanjo Saéz
Editora: Martins Fontes

Este livro é indicado para quem:
- Acha que não entende de arte;
- Acha que entende de arte mas na verdade não entende;
- Tem ou teve conversas imaginárias.

Resumo:

Ricamente ilustrado, este livro retrata de forma bem humorada e, por vezes, tocante, o papel da arte na sociedade por meios de conversas fictícias entre o autor e sua mãe. Espécie de manual para quem acha que não entende de arte e discurso revolucionário para aqueles que creem entendê-la. De acordo com o próprio autor... "Este livro, NÃO vai além disso (ou sim), é sobre a ARTE ou a ARTE de viver que é a mesma coisa."  


Resenha:

Sempre que estou lendo um livro, principalmente para resenhar, tenho o costume de colar post it nas páginas e trechos que mais me chamaram a atenção. Terminada a leitura deste, percebi que das 263 páginas, poucas foram as que não estão marcadas... acabei com o meu bloquinho e agora começo a difícil tarefa de tentar dar um pequeno vislumbre do quanto este livro é especial.
Eu nunca havia ouvido falar deste autor, um talentoso espanhol que escreve, ilustra e, bem, para resumir, é um verdadeiro artista. Seu texto é carregado de humor e ironia e, à primeira vista, seus desenhos parecem infantis, característica que o próprio autor explica em um dos capítulos.
Fazendo um resumo falho, pode-se dizer que o livro é uma mescla de biografia em quadrinhos da vida de Juanjo com uma introdução à Arte.
As partes mais tocantes da história ficam por conta da presença da avó enferma de Juanjo, cujo início da enfermidade é explicada simbólica e lindamente em duas páginas.
Juanjo Saéz parte do princípio que a Arte não deve ser vista como um bicho de sete cabeças, relegada apenas a uma pequena parcela privilegiada da população. Todos podem e deve ter acesso a Arte. Mais do que isso, qualquer um pode fazer Arte. Para demonstrar esse ponto de vista é que Juanjo tem as "conversas imaginárias" com a mãe dele, conforme ele explica: "Tenho mania de terminar as conversas com a minha mãe na minha cabeça, é um pouco estranho, mas tudo o que se segue é imaginário". (Pg. 22)
A mãe de Juanjo é uma pessoa "comum", que acha que "não gosta de Arte" porque "não entende a Arte". Ela até comenta em uma das conversas imaginárias o quanto a natureza é bela porque "aqui não há nada para entender". Pouco a pouco Juanjo vai mostrando que a arte também não precisa ser entendida, mas sim sentida. E vai colocando situações em que ele vai mostrando para a sua mãe o quanto a Arte está presente na vida de todos, mesmo que nem todos a reconheçam como tal. Suas andanças com sua mãe não incluem apenas museus e ateliês, mas a própria rua e seu jeito te enxergá-la.
Nos 21 capítulos do livro somos apresentados a Calder, Miró, Tàpies, Picasso, Warhol, Dalí, Chillida... mas nunca de uma forma teórica e premeditada. A impressão que dá é que realmente é uma conversa onde ele vai citando os artistas que gosta ou que não gosta e porquê. O objetivo do livro não é fazer um levantamento dos artistas mais representativos ou mais famosos e sim de ir dando exemplos para ilustrar o que está sendo dito por Juanjo. Por exemplo, quando ele conta como Warhol, com uma pequena manobra, conseguiu colocar no ridículo o mercado de arte e ganhar o dobro por seus quadros, ou, quando cita as excentricidades de Dalí, de quem ele não gosta.
Além da visão diferenciada que Juanjo Saéz me fez ter do que eu entendia por Arte, ele também conseguiu despertar meu olhar para o que eu nunca considerei Arte. Como quando ele conta de um amigo artista que uma vez foi levá-lo ao metrô comendo um prato de arroz com salsichas. E do quanto isso foi artístico porque este ato levou o amigo dele para fora da jaula da realidade e consequentemente levou as outras pessoas a verem que a realidade não é tão rígida, estimulando-as a serem de outro jeito e verem as coisas de outro jeito. Ou seja, quando fui levar uma amiga até a casa dela trajando nos ombros um cobertor, também realizei algo artístico! Eu sei, parece meio viagem, mas é isso mesmo. É ver a realidade de outra forma. Pensar fora da caixa!
O trecho que mais chamou minha atenção está transcrito abaixo e reflete muito o quanto as pessoas ficam entesourando o conhecimento para serem detentoras de mais poder do que já possuem. Vamos nos libertar!

Pg. 70-74

Mamãe, a arte é um tesouro que nos roubaram. Só os "intelectuais" podem desfrutar do TESOURO, A ELITE da CULTURA. Trancaram a arte num cofre de conhecimentos, para abrir a fechadura é necessário ter lido muito. Mas qualquer pessoa minimamente sensível pode quebrar a fechadura e encontrar o tesouro. Isso incomoda muito os intelectuais e eles não querem permitir que aconteça, para eles custou muito. Tiveram que cultivar muito para chegar a ser "os guardiões" e não toleram os espertos que passam por cima de suas regras, então não param de tentar nos fazer sentir mal, lembrando-nos nossa incultura e nossa incapacidade de armazenar dados. Quem não sente não vive. Acumular e analisar dados não é viver. No fim das contas a vida é um acúmulo de sensações.

P.S. Uma coisa legal e que pode causar estranheza é que o livro é cheio de erros e rabiscos, porque o autor tem em sua concepção de arte nunca fazer rascunhos, para que a arte parta de dentro mais naturalmente, talvez. Como se a admissão do próprio erro dissesse "Ei, você também pode tentar fazer isso. Errar é normal, vem tentar!". Muito louco. E maravilhoso.




domingo, 16 de fevereiro de 2014

Livros acessíveis



Livros acessíveis

Segundo a Fundação Dorina Nowill, existem cerca de 6,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no Brasil. Mesmo assim, a oferta de livros em braille em nosso país ainda continua baixa, não atendendo a demanda. Sua complexidade de armazenamento e alto custo são os principais fatores para ocorrer essa escassez.

O áudio-livro surgiu como uma alternativa aos livros em braille, possuindo vantagens como baixo custo, portabilidade, facilidade de manuseio e aplicações em mídias diferentes. Para a produção do áudio-livro, além de alguns recursos tecnológicos e técnicos, é necessária a participação dos ledores, que são aqueles que fazem a leitura de livros – ou outros suportes - para pessoas que não podem ler, neste caso, por possuir algum tipo de deficiência visual.

Entre as instituições que mais se destacam na produção e distribuição destes livros – seja em braille ou em áudio – podemos citar a Fundação Dorina Nowill. O Centro de Transcrição Braille e imprensa da instituição possui a maior capacidade de produção da América Latina e é referência mundial em qualidade.

Outra iniciativa que vem contribuindo significativamente para a inclusão de deficientes visuais no mundo da leitura é o projeto de AnaLu Palma. Percebendo a escassez de livros em áudio no Brasil, a carioca começou a pesquisar sobre o tema e descobriu que não faltavam somente os livros, mas também os ledores para os produzirem. Em 2002 ela criou o projeto “Livro Falado” que, além de gravar os livros escritos e distribuí-los gratuitamente por todo o Brasil, vem formando novos ledores por meio de oficinas, que buscam extinguir o amadorismo da função. Este projeto, ao angariar recursos humanos, técnicos e financeiros para conseguir gravar e divulgar os livros em áudio vem incluindo no maravilhoso mundo da leitura as pessoas com deficiência visual.

Se você conhece alguém que precise fazer uso de livros em formato áudio e braille, saiba que além das instituições citadas anteriormente há oferta destes livros em algumas bibliotecas de São Paulo, como a biblioteca do Centro Cultural de São Paulo, que reúne 6.159 títulos, e a Biblioteca do Centro Universitário Senac, que oferece até mesmo cursos de reforço braille.

Fonte:




domingo, 9 de fevereiro de 2014

Resenha Crianças na escuridão

Título: Crianças na escuridão
Autor: Júlio Emílio Braz
Editora: Moderna

Este livro é indicado para quem:
- Consegue ler histórias tristes;
- Quer uma boa dose de realidade;
- Gostou de ler Capitães da Areia.

Resumo:

Neste livro premiadíssimo (principalmente no exterior), Júlio Emílio Braz nos conta a história de oito crianças abandonadas que vivem – ou tentam viver – na Praça da Sé. Ao longo das páginas passamos a vivenciar e temer o seu dia-a-dia cruel e, sem a maquiagem das fantasias, a triste realidade desponta e nos faz desejar ser tudo apenas um sonho. 

Resenha:

Para quem não conhece, este livro pode parecer apenas mais um infanto-juvenil que tenta conscientizar as crianças e os jovens sobre as mazelas sociais de nosso país. 
Para quem se importa com esse tipo de coisa, pode se destacar o fato de que este livro recebeu vários prêmios internacionais. 
Para mim, este é um livro que me emocionou e me fez refletir. E isso é muito mais do que a maioria dos livros consegue fazer, infanto-juvenil ou não. 
Como o próprio Júlio diz "Se apenas um coração jovem se indignar diante de tanto sofrimento e desesperança, terá valido a pena escrevê-lo". 
A história é narrada sob a perspectiva de uma garota de 6 anos, cuja a qual conhecemos apenas pelo apelido dado pelas outras meninas: Rolinha. 
O livro não é muito longo, apenas 75 páginas, mas está dividido em 4 partes: uma para cada ano que Rolinha descreve mais o epílogo. 
A história começa sem preâmbulos e ficamos tão perdidos quanto Rolinha, abandonada pela mãe em frente a um supermercado. 
Não existe descrições muito detalhadas, o que é importante é dito sem rodeios. Mas talvez o que seja importante para um adulto não seja tão importante para uma narradora de 6 anos. Isso porém, não impacta de forma negativa na obra, pelo contrário, faz com que seja mais crível que estejamos vendo tudo pelos olhos de uma criança. Sinceramente, eu podia ouvir até mesmo a voz da Rolinha narrando. 
Doca é a segunda personagem a entrar em cena e, embora ela seja a "salvadora" da narrativa, não há nenhuma descrição perfeccionista de suas qualidades, logo de cara nos deparamos com suas falhas:

"Vivemos em torno de Doca. Ela faz e nós fazemos. Ela diz e ninguém tem coragem de ir contra ela. Ela conhece mais. Sofre há mais tempo. Além disso, é a mais forte e tem a mão pesada. Eu senti isso duas ou três vezes." Pg. 10

Depois nos deparamos com as outras meninas que fazem parte do grupo: Batata, Pidona, Santinha, Maria Preta, Maria Branca e Pereba. Cada uma com idades e características variadas, embora todas parecidas, com o sofrimento estampado no rosto e histórias de dramas familiares as unindo. Todas vivem em torno de Doca e dormem juntas num barraco embaixo de uma ponte, que depois, descobrimos ser na região da Sé. 
Embora Doca não seja a maior, por seu perfil de liderança é a mais respeitada e tida como a mãe das demais. 

"Se ela deixasse, eu a chamava de mãe." Pg. 12

Apesar do grupo ser formado apenas por meninas, há muitos personagens masculinos na narrativa:
Pegador, que às vezes atua como protetor do grupo, embora aja apenas por seus próprios interesses (sua afeição por Doca por exemplo); Cai-Zé, um dos cafetões da região; Morungaba, o truculento guarda da praça; Bombinha, o vendedor de drogas; Bacharel, o mendigo alcoólatra. 
Quase todos os personagens masculinos retratados são essencialmente maus e com isso quero dizer que causam medo as meninas ou mesmo que as maltratam. Não que isso seja uma generalização do autor - até porque ele é homem! - mas uma impressão que Rolinha tem do mundo, que fica claro nesta passagem:

"A sombra de Doca é feita de muita paz. Nela estou segura, nela nem o mal nem os homens - o que às vezes dá no mesmo - me alcançam". Pg. 12

E é nesse ambiente de violência policial, prostituição, drogas, fome, exclusão social e abandono que Rolinha tenta manter acesa a sua esperança de um dia reencontrar os pais, ganhar um presente de natal, ter um vestido bonito ou mesmo um lugar sereno e seguro para dormir. 
O autor não é piegas e nem insiste em tentar manter acesa essa esperança, como se Rolinha fosse uma Poliana paulistana. Júlio mostra exatamente a transformação psicológica da personagem que cada vez se parece mais com as outras meninas que moram nas ruas há mais tempo e, com isso, me fez pensar em quantos meninos e meninas que moram nas ruas e tem que amadurecer depressa demais, que ficam endurecidos pela vida de forma irremediável e cujos olhares retratam o Brasil que insistimos em não enxergar. 

Abaixo, um dos trechos que mais ficaram gravados na minha memória:

"O guarda me chutou. Assim, sem mais nem menos, apenas pelo prazer de chutar. Chutou e foi embora como se eu não fosse nada ou fosse algo que devesse mesmo ser chutado. Doca achou que eu era boba de chorar. Aquilo não era novidade para ela e as outras. Todas tem marcas de chute pelo corpo." Pg. 20

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Resenha Trono de vidro

Título: Trono de vidro
Autora: Sarah J. Maas
Editora:Galera Record
Este livro é indicado para quem:
- Gosta de RPG.
- Gosta de histórias sobrenaturais e/ou de magia.
- Simpatiza com matadores de aluguel literários.

Resumo:

Celaena Sardothien sobrevive miseravelmente nas Minas de Sal de Endovier, onde cumpre sua sentença a cerca de 1 ano. Celaena é uma assassina de aluguel e sabe que vai acabar morrendo antes de alguém soltá-la. Até que recebe uma proposta de ninguém menos do que o príncipe herdeiro de Adarlan: se ela participar de um torneio para a escolha do próximo campeão do rei e vencer, terá sua liberdade garantida após 4 anos de trabalho. O que parecia ser a única solução para os seus problemas, acabou mudando a vida - e o que ela achava que sabia sobre a vida - drasticamente. Agora, ela terá que lidar com muito mais do que assassinatos terrenos. Caiu numa rede de intrigas políticas, seres de outro mundo e magia e, o mais difícil de tudo, está começando a achar que a vida de outras pessoas talvez seja mais importante do que a sua tão sonhada liberdade. 

Resenha:
 


Trono de vidro é o primeiro livro de uma série bem longa: são 6 livros e 7 contos à parte. Este universo vem sendo concebido por Sarah J. Maas desde que ela tinha 16 anos e teve uma ideia: "E se a Cinderela fosse uma assassina?". 
A autora desenvolveu a história de um reino cujo rei é um tirano que fez de tudo para sufocar a magia do local e escravizar todos os reinos vizinhos. Se a história parasse por aí, confesso que não me interessaria tanto, acontece que a personagem principal não é uma princesa indefesa ou uma camponesa corajosa e de bom coração. Celaena Sardothien é nada menos do que uma assassina, que com apenas 18 anos conseguiu se tornar a melhor no que faz. 
Desde os 8 anos Celaena é treinada pelo "rei dos assassinos" para ser uma arma letal, tendo passado por duros treinamentos. 
Em uma de suas missões - matar o rei, diga-se de passagem - ela é traída e acaba sendo enviada para as Minas de Sal, como punição. Após um ano de trabalhos forçados em condições subumanas, Celaena recebe uma proposta do príncipe Dorian, para participar de um torneio que elegerá o campeão do rei (espécie de assassino oficial e contratado do reino). E é aí que a história começa. 
Celaena passa por um treinamento com ajuda de Chaol Westfall, o capitão da guarda, para recuperar suas antigas habilidades e restabelecer suas forças. Durante esse processo, ela se sente envolvida tanto pelo príncipe quanto pelo capitão da guarda. Típico triângulo amoroso que temos visto por aí, só que ela só se envolve de verdade com um deles. Essa parte do livro achei bacana, apesar do relacionamento deles ser bem inocente nesse sentido. Mas com qual deles ela se envolve? Não vou falar, tem que ler. Minha preferência ficou muito dividida, não consegui escolher para qual vou "torcer". Romances à parte...
Quando li o resumo deste livro achei se ia ser meio RPG, com muita ação e aventura. Talvez por ter criado muitas expectativas, achei o livro parado demais. 
Outra coisa importante são os assassinatos "misteriosos" que acontecem durante o torneio. Achei que o pessoal ali foi muito devagar em descobrir uma ligação entre os crimes e sua autoria. Eu já sabia quem era desde o primeiro assassinato!
Habilidades Poirotianas à parte...
Cada vez que entrava alguém no quarto de Celaena ela se assustava. Nunca vi assassina mais distraída que essa, viu...
Daí você pensa, estou criticando o livro então eu devo ter odiado! Mas não, o livro é super bacana. Os personagens são originais com suas várias questões existenciais para resolver e sua força de caráter; os diálogos são inteligentes; há um leve humor, apesar do ambiente duro; o projeto gráfico é lindo, caprichado (por que não citar?)... 
A minha personagem favorita é Nehemia, a destemida princesa que intercede pelo seu povo. Para descrevê-la totalmente teria que fazer uma nova resenha, mas digamos que ela salva a vida da protagonista várias vezes e, mesmo assim, é obscura o suficiente a ponto de não sabermos o que esperar das atitudes dela. 
A história te prende e te faz querer ter os personagens por companhia por muito tempo, mas você não consegue parar de virar as páginas. Estou curiosa para saber mais sobre o passado de Celaena e o seu futuro. Recomendo e quero ler os outros!

Pg. 61 - Conversando com Chaol, o capitão da guarda, na biblioteca. 

- Por que nenhum de vocês está aqui?
- Guardas são inúteis em uma biblioteca. 
Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas. 

Pg. 145 - Sendo surpreendida por Dorian. 

Recostado contra o portal, Dorian permanecia completamente espantado. Celaena estava tocando havia algum tempo, com as costas para ele. O príncipe imaginou quando a assassina o notaria ou se algum dia pararia. Dorian não se importaria de ouvir para sempre. Tinha ido até lá com a intenção de envergonhar uma assassina arrogante, em vez disso, encontrara uma jovem derramando seus segredos em um piano. 


P.S. Agradecimento especial: Giovanna, por ter me emprestado um livro que eu queria tanto ler!


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Curso básico de formação para Contadores de Histórias




Oi, pessoal!
As inscrições para o "Curso Básico de Formação para Contadores de Histórias" abrirão em breve e por um curto período - do dia 17 a 28/02/14. O curso é oferecido pela Secretaria de Cultura de São Paulo e pelo Sistema Municipal de Bibliotecas. A coordenação fica por conta de profissionais da área de "Contação de Histórias", que são super experientes e competentes: Ana Luisa Lacombe, Kelly Orasi e Simone Grande (Posso dizer com conhecimento de causa porque eu mesma fiz o curso em 2008 (A minha foi a 2.ª turma). 
As inscrições deverão ser feitas pessoalmente, na biblioteca Hans Christian Andersen, que é temática em Contos de Fadas e é uma fofura! No momento da inscrição vocês deverão preencher uma ficha contando sua experiência e porque querem fazer o curso, o que pretendem desenvolver com os conhecimentos aprendidos, etc. É bem concorrido, porque o curso é ótimo e gratuito, então caprichem!
Mais informações, acessem o Blog da biblioteca





domingo, 2 de fevereiro de 2014

Redes Sociais para leitores



Redes Sociais para Leitores

As redes sociais para leitores têm por objetivos unir os amantes da leitura, promover a interação entre pessoas com gostos literários parecidos, além de “organizar” a vida literária dos bookaholics. Esta simples - mas eficaz - proposta vem contribuindo para a propagação do amor a leitura, e até mesmo atuando como ferramenta de formação de leitores em algumas escolas.

A maior rede social para leitores do mundo é a americana Goodreads, criada em dezembro de 2006 por Otis e Elizabeth Chandler. Conta atualmente com mais de 20 milhões de membros e, por enquanto, só está disponível em língua inglesa. 

No Brasil, embora sejam poucas, já temos algumas ótimas opções em Redes Sociais para leitores, como: Orelha de Livro, O Marca Páginas e Skoob, sendo este último a rede de maior sucesso atualmente.  Além disso, existe a Library Thing, que não é brasileira, mas possui versão em português.

Lançada em janeiro de 2009 pelos cariocas Viviane Lordello e Lindenberg Moreira, o Skoob é a primeira rede social do gênero no país e reinou sozinha por muito tempo, tendo crescido apenas com o boca a boca.
Skoob significa Books (livros, em inglês) ao contrário e é bastante fácil de usar. Basta fazer um cadastro simples (tornando-se um skoober) e começar a diversão, cadastrando os livros que já leu, está lendo ou pretende ler. Além disso, é uma rede colaborativa, uma vez que, caso não encontre o livro ou autor desejado, o próprio usuário pode cadastrá-lo.

Outro ponto importante, e que vem sendo utilizado como ferramenta pedagógica em algumas escolas, é a função “Resenhas”. O usuário, além de avaliar o livro que leu, pode deixar a sua resenha, indicando ou não o livro para leitura de outros usuários. 

Em sua “estante virtual”, os leitores podem marcar quais livros são seus preferidos, quais deseja ganhar, além de adicionar notas durante a leitura, criando um “histórico”. Como existe a função “Abandonei”, é também um ótimo guia para indicar se determinado livro é bom ou, pelo menos, fácil de ler. 

Para os desapegados, há a possibilidade de “troca”. O usuário escolhe quais livros de sua estante gostaria de trocar e, caso coincida com o os livros desejados por alguém, combinam entre si como será efetuada a troca. 

O Skoob serve também como estímulo a leitura, pois além de um Paginômetro (Contador automático de quantas páginas o leitor já leu em sua vida) possui a função “Meta de leitura”, onde o usuário cadastra quais livros pretende ler no ano. Conforme as leituras vão sendo concluídas, o marcador mostra a porcentagem que já foi cumprida da meta, além da velocidade média de páginas lidas por dia. 

Independente de qual rede social de leitores seja utilizada, o importante mesmo é usufruir dessa ferramenta útil e divertida, que auxilia os amantes dos livros e ainda ajuda a propagar essa paixão para um público maior.

Fonte: http://www.goodreads.com
           http://www.skoob.com.br
           http://www.omarcapaginas.com.br
           http://www.orelhadelivro.com.br
           http://www.librarything.com/