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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Livros acessíveis



Livros acessíveis

Segundo a Fundação Dorina Nowill, existem cerca de 6,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual no Brasil. Mesmo assim, a oferta de livros em braille em nosso país ainda continua baixa, não atendendo a demanda. Sua complexidade de armazenamento e alto custo são os principais fatores para ocorrer essa escassez.

O áudio-livro surgiu como uma alternativa aos livros em braille, possuindo vantagens como baixo custo, portabilidade, facilidade de manuseio e aplicações em mídias diferentes. Para a produção do áudio-livro, além de alguns recursos tecnológicos e técnicos, é necessária a participação dos ledores, que são aqueles que fazem a leitura de livros – ou outros suportes - para pessoas que não podem ler, neste caso, por possuir algum tipo de deficiência visual.

Entre as instituições que mais se destacam na produção e distribuição destes livros – seja em braille ou em áudio – podemos citar a Fundação Dorina Nowill. O Centro de Transcrição Braille e imprensa da instituição possui a maior capacidade de produção da América Latina e é referência mundial em qualidade.

Outra iniciativa que vem contribuindo significativamente para a inclusão de deficientes visuais no mundo da leitura é o projeto de AnaLu Palma. Percebendo a escassez de livros em áudio no Brasil, a carioca começou a pesquisar sobre o tema e descobriu que não faltavam somente os livros, mas também os ledores para os produzirem. Em 2002 ela criou o projeto “Livro Falado” que, além de gravar os livros escritos e distribuí-los gratuitamente por todo o Brasil, vem formando novos ledores por meio de oficinas, que buscam extinguir o amadorismo da função. Este projeto, ao angariar recursos humanos, técnicos e financeiros para conseguir gravar e divulgar os livros em áudio vem incluindo no maravilhoso mundo da leitura as pessoas com deficiência visual.

Se você conhece alguém que precise fazer uso de livros em formato áudio e braille, saiba que além das instituições citadas anteriormente há oferta destes livros em algumas bibliotecas de São Paulo, como a biblioteca do Centro Cultural de São Paulo, que reúne 6.159 títulos, e a Biblioteca do Centro Universitário Senac, que oferece até mesmo cursos de reforço braille.

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