Páginas

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Resenha Trono de vidro

Título: Trono de vidro
Autora: Sarah J. Maas
Editora:Galera Record
Este livro é indicado para quem:
- Gosta de RPG.
- Gosta de histórias sobrenaturais e/ou de magia.
- Simpatiza com matadores de aluguel literários.

Resumo:

Celaena Sardothien sobrevive miseravelmente nas Minas de Sal de Endovier, onde cumpre sua sentença a cerca de 1 ano. Celaena é uma assassina de aluguel e sabe que vai acabar morrendo antes de alguém soltá-la. Até que recebe uma proposta de ninguém menos do que o príncipe herdeiro de Adarlan: se ela participar de um torneio para a escolha do próximo campeão do rei e vencer, terá sua liberdade garantida após 4 anos de trabalho. O que parecia ser a única solução para os seus problemas, acabou mudando a vida - e o que ela achava que sabia sobre a vida - drasticamente. Agora, ela terá que lidar com muito mais do que assassinatos terrenos. Caiu numa rede de intrigas políticas, seres de outro mundo e magia e, o mais difícil de tudo, está começando a achar que a vida de outras pessoas talvez seja mais importante do que a sua tão sonhada liberdade. 

Resenha:
 


Trono de vidro é o primeiro livro de uma série bem longa: são 6 livros e 7 contos à parte. Este universo vem sendo concebido por Sarah J. Maas desde que ela tinha 16 anos e teve uma ideia: "E se a Cinderela fosse uma assassina?". 
A autora desenvolveu a história de um reino cujo rei é um tirano que fez de tudo para sufocar a magia do local e escravizar todos os reinos vizinhos. Se a história parasse por aí, confesso que não me interessaria tanto, acontece que a personagem principal não é uma princesa indefesa ou uma camponesa corajosa e de bom coração. Celaena Sardothien é nada menos do que uma assassina, que com apenas 18 anos conseguiu se tornar a melhor no que faz. 
Desde os 8 anos Celaena é treinada pelo "rei dos assassinos" para ser uma arma letal, tendo passado por duros treinamentos. 
Em uma de suas missões - matar o rei, diga-se de passagem - ela é traída e acaba sendo enviada para as Minas de Sal, como punição. Após um ano de trabalhos forçados em condições subumanas, Celaena recebe uma proposta do príncipe Dorian, para participar de um torneio que elegerá o campeão do rei (espécie de assassino oficial e contratado do reino). E é aí que a história começa. 
Celaena passa por um treinamento com ajuda de Chaol Westfall, o capitão da guarda, para recuperar suas antigas habilidades e restabelecer suas forças. Durante esse processo, ela se sente envolvida tanto pelo príncipe quanto pelo capitão da guarda. Típico triângulo amoroso que temos visto por aí, só que ela só se envolve de verdade com um deles. Essa parte do livro achei bacana, apesar do relacionamento deles ser bem inocente nesse sentido. Mas com qual deles ela se envolve? Não vou falar, tem que ler. Minha preferência ficou muito dividida, não consegui escolher para qual vou "torcer". Romances à parte...
Quando li o resumo deste livro achei se ia ser meio RPG, com muita ação e aventura. Talvez por ter criado muitas expectativas, achei o livro parado demais. 
Outra coisa importante são os assassinatos "misteriosos" que acontecem durante o torneio. Achei que o pessoal ali foi muito devagar em descobrir uma ligação entre os crimes e sua autoria. Eu já sabia quem era desde o primeiro assassinato!
Habilidades Poirotianas à parte...
Cada vez que entrava alguém no quarto de Celaena ela se assustava. Nunca vi assassina mais distraída que essa, viu...
Daí você pensa, estou criticando o livro então eu devo ter odiado! Mas não, o livro é super bacana. Os personagens são originais com suas várias questões existenciais para resolver e sua força de caráter; os diálogos são inteligentes; há um leve humor, apesar do ambiente duro; o projeto gráfico é lindo, caprichado (por que não citar?)... 
A minha personagem favorita é Nehemia, a destemida princesa que intercede pelo seu povo. Para descrevê-la totalmente teria que fazer uma nova resenha, mas digamos que ela salva a vida da protagonista várias vezes e, mesmo assim, é obscura o suficiente a ponto de não sabermos o que esperar das atitudes dela. 
A história te prende e te faz querer ter os personagens por companhia por muito tempo, mas você não consegue parar de virar as páginas. Estou curiosa para saber mais sobre o passado de Celaena e o seu futuro. Recomendo e quero ler os outros!

Pg. 61 - Conversando com Chaol, o capitão da guarda, na biblioteca. 

- Por que nenhum de vocês está aqui?
- Guardas são inúteis em uma biblioteca. 
Ora, como ele estava errado! Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas. 

Pg. 145 - Sendo surpreendida por Dorian. 

Recostado contra o portal, Dorian permanecia completamente espantado. Celaena estava tocando havia algum tempo, com as costas para ele. O príncipe imaginou quando a assassina o notaria ou se algum dia pararia. Dorian não se importaria de ouvir para sempre. Tinha ido até lá com a intenção de envergonhar uma assassina arrogante, em vez disso, encontrara uma jovem derramando seus segredos em um piano. 


P.S. Agradecimento especial: Giovanna, por ter me emprestado um livro que eu queria tanto ler!


0 comentários:

Postar um comentário