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domingo, 30 de março de 2014

Resenha Estilhaça-me

Título: Estilhaça-me
Autora: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Série Estilhaça-me, Vol. 1

Este livro é indicado para:
- Quem gosta de X-Men;
- Quem gosta de distopias;
- Quem tem paciência com pessoas desequilibradas.

Resumo: 

Juliette Ferrars tem 17 anos e há 264 dias não conversa ou toca outro ser humano. A última vez que o fez matou um garotinho inocente. O que para Juliette é uma maldição que a deixou isolada durante toda a vida, para o Restabelecimento é uma arma, que pode trazer ainda mais terror a uma sociedade desumana e injusta, e destruir àqueles que se opõem a ela. 

Resenha:

Juliette é solitária, frágil e perturbada. Mas não é louca, apenas desequilibrada devido a tanto tempo de isolamento e ao trauma de ter matado alguém, ainda que por acidente. Ninguém sabe porque Juliette tem esse dom/maldição, mas os pais e a sociedade em geral a tratam como uma aberração, até que ela dá um motivo para finalmente ser isolada de vez. Dá muito dó dela... Toda aquela incoerência e os métodos que ela usa para se manter sã... E quando o seu novo companheiro de cela - Adam - rouba a sua cama, então? Que dó - que dó - que dó!
O problema acho que é justamente esse... Ela é conformada demais, muito fragilizada - e tem motivos para tal - mas tem hora que enjoa essa depressividade toda. 
A forma como Tahereh Mafi escreve é exótica: as vezes sem pontuação, para denotar a enxurrada de emoções que a Juliette está sentindo; quase sempre com palavras/frases inteiras riscadas para demonstrar que o que ela diz não é o que ela está pensando; e com muitas frases/palavras em repetição, para mostrar toda a... Confusão? Fixação? Sentimentos intensos? Estilisticamente falando, achei bem interessante e inovador, embora na prática, as vezes seja meio cansativo. O bom é que conforme Juliette vai deixando de ser tão introspectiva e interagindo mais com o mundo e com as pessoas ao redor, isso vai parando de acontecer.
Não tem como fazer uma resenha de Estilhaça-me sem citar X-men, tem? Tentei, mas não consegui. O fato dela ser intocável ou de terem que usar luvas para tocá-la para que ela não drene a energia, lembra muito a Vampira. Minha personagem favorita de X-Men, diga-se de passagem. E a cena em que ela rasga uma porta de metal, realmente lembra muito o Wolverine, EvyBom, o fato é que sempre gostei desse desenho e isso não me incomodou, mas confesso que achei hilário aqui também ter um Professor Xavier e uma Escola para garotos super dotados.   
O que eu mais senti falta no livro foi um aprofundamento maior na sociedade em que eles vivem, parece que as informações sobre o contexto histórico são meio que jogadas e fica faltando algo. 
Não dá para falar em triângulo amoroso, mas Estilhaça-me tem um casal fofinho e típico - Adam e Juliette - que se conhecem ainda na infância e depois se reencontram na cela premeditadamente por Warner, que tem um interesse doentio por Juliette. Ele é cruel, bipolar, arrogante e, às vezes, parece que se importa com a Juliette. Aos poucos fica claro que o que ele acha que sente é amor, embora de uma forma bem distorcida. Juliette sente uma atração física por ele, que tenta mascarar por saber que ele é um monstro. Mas quem ela ama realmente é o Adam, isso fica bem claro. E ele idem. 
Não existe muita tensão nesse sentido, na verdade não acontece muita coisa nesse livro e, quando acontece, é algo cruel desencadeado por Warner. Eu diria que ele foi o personagem mais atuante e melhor construído. Leia o livro sem grandes expectativas e não espere conflitos épicos e ficará satisfeito.  
Se eu tiver a oportunidade, lerei a continuação, mas não entra para o meu rol de favoritos. 

Pg. 27
Tentei tanto consertar o que eu tinha estragado. Tentei todo santo dia ser o que eles queriam. Tentei o tempo todo ser melhor, mas de fato nunca soube como. 
Somente agora sei que os cientistas estão errados. 
O mundo é achatado. 
Sei porque fui atirada da margem do planeta e há dezessete anos tenho tentado escalar de volta, mas é quase impossível superar a gravidade quando ninguém está disposto a lhe dar a mão. 

Pg. 65
Tinha tanto tempo para escutar. Olhar. 
Estudar pessoas e possibilidades. Tudo o que tinha de fazer era abrir os olhos. Tudo o que tinha de fazer era abrir um livro para ver as histórias sangrando de página em página. Para ver as memórias gravadas sobre o papel. Passei minha vida dobrada entre as páginas dos livros. 
Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda por meio das histórias enredadas na história; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras, amarrando membro a membro, osso a tendão, pensamentos e imagens todos juntos, Sou um ser composto de letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção. 

domingo, 23 de março de 2014

Resenha A esperança

Título: A esperança
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Série Jogos Vorazes, Vol. 3

Este livro é indicado para:
- Quem gosta distopias;
- Quem tem nervos de aço;
- Todo mundo!!!

Resumo: 

Após o desfecho eletrizante do Massacre Quartenário, Katniss toma conhecimento dos planos arquitetados pelos rebeldes dos Distritos de Panem, especificamente do Distrito 13, que todos achavam estar liquidado desde os Dias Escuros. Sua mãe e sua irmã estão a salvo, mas até quando? A revolução começou e finalmente há uma esperança de se ver livre das regras impostas pela Capital, mas, para isso, Katniss precisa aceitar ser o símbolo dessa resistência - O Tordo - desempenhando um papel, tal como nos Jogos Vorazes. Katniss perceberá que a Guerra pode ser mais cruel do que qualquer arena, especificamente quando ameaça levar não só a vida como a humanidade das pessoas que ela ama. 

Resenha:

Acabei nesse instante a leitura de "A esperança". Estou sem chão, Estou deprimida. Estou me sentindo como alguém que foi chutado para fora do trem de Panem e não sabe onde diabos está. 
Guerra. Destruição. Mortes. Intrigas políticas. Reviravoltas. Injustiças. Crueldade. Conflito de valores... Tudo isso Suzanne Collins conseguiu evocar no final de sua trilogia distópica, e tudo muito bem entrelaçado, diga-se de passagem. 
No terceiro livro vemos que Jogos Vorazes é muito mais do que a história de uma menina que se voluntaria para salvar a irmãzinha e acaba suscitando uma rebelião. A Esperança nos deixa em constante indagação: Quem é o verdadeiro inimigo? O quanto a guerra pode modificar um ser humano? Valem a pena tantas mortes para conseguir uma rebelião? Haverá algum vencedor depois de tudo isso? Na guerra, vale tudo? E se vale tudo, o que nos torna diferentes de nossos inimigos?
Claro que para muitos a verdadeira questão era "Afinal, Gale ou Peeta?", mas, sinceramente, para mim isso ficou em segundo plano porque no final eu estava tão perdida quanto a garota em chamas, tentando absorver várias informações ao mesmo tempo. 
Eu sofri, chorei. Não gostei do desfecho. Não estava preparada para mais um choque de realidade, embora Collins tenha preparado os leitores ao longo de toda a trilogia. 
Embora o epílogo tenha me dado certa tranquilidade para conseguir fechar a última página, não consegui me sentir em paz verdadeiramente. Como se faltasse algo. Como se eu não tivesse conseguido minha vingança. E então eu percebi... era exatamente assim que a Katniss se sentia. E é exatamente por isso que o brilhantismo de Suzanne Collins não permitirá que eu esqueça Panem jamais. 

Pg. 241
- É um ditado de milhares de anos atrás, escrito numa língua chamada latim sobre um lugar chamado Roma - explica Plutarch. - Panem et Circenses se traduz por "pão e circo". O escritor queria dizer que em retribuição a barrigas cheias e diversão, seu povo desistira de suas responsabilidades políticas e, portanto, abdicara de seu poder. 
Penso na Capital. No excesso de comida. E na diversão mais importante de todas: os Jogos Vorazes. 

Pg. 375
Presa há dias, anos, séculos quem sabe. Morta, mas sem permissão para morrer. Viva, mas totalmente morta. Tão só que qualquer pessoa, qualquer coisa, independentemente do quanto essa pessoa ou essa coisa fossem horríveis, seria bem-vinda. 


sexta-feira, 21 de março de 2014

Inquietudes: Homicida de ilusões


Homicida de ilusões

O desespero humano
me leva a acreditar
que ouço uma voz,
que me diz para matar

A chuva está fina
Eu passo a caminhar
Vejo um vulto na esquina
Meu intuito é matar

Por que começa a correr
quando vislumbra meu corpo?
Não tenha medo de mim
A morte é apenas um sopro

Teus olhos alucinados
aumentam minha brutalidade
Teus cabelos desgrenhados
resta apenas a saudade

O sangue suja a calçada
Lembro-me do grito de horror
A cova agora é tua morada
Teu rosto agora é só palor

Uno suas mãos ao peito
Teus olhos expressam dor
Fecho tuas pálpebras em respeito
Beijo-te com muito amor

Os deuses mandam uma oração
Que obriga a chuva a cessar
No céu a lua me espreita
Detalhe púrpuro a brilhar

Mais uma vítima – digo
Da tão humana insanidade
Não te prolonguei os dias
Eu sou feito em piedade

A noite passa correndo
A noite me traz o frio
Aos poucos estou morrendo
Caminho num choro sombrio

Olhos baixos, pensamentos
Caminho, viro a esquina
Uma voz me diz aqui dentro
Cumpriu-se tua grande sina. 

                                                                                                                                                           C.M.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Inquietudes: Cansaço



Cansaço

Estou cansada do amor comedido
Das pessoas que só são roupas, cabelos e anéis
Das telas que são apenas tinta
Do amontoado de palavras que formam poesias
Das conversas esquecidas, dos papéis que perderam o valor
Do tempo que não passa e de repente voa
Das charges, dos signos, dos filmes
Do lirismo cheirando a mofo
Da paixão sem fogo
Do rosto, do tosco, do todo
Da inutilidade das coisas úteis
Do compasso entediado das pernas
Cansada, cansada, cansada, cansada
Cansei de ler e suspirar
Cansei da compreensão de poetas mortos
De poetas distantes, de almas gêmeas
Desencontradas pelo tempo e espaço...
Da espera crescente que preenche
Meu íntimo, do útero, do fluxo
Do sangue que corrói, escorre e morre
Cansada de observar o movimento das capas
Nessa terra que se abre sob meus pés
Num cair infinito
Estou cansada do infinito
Cansada das regras, das trevas, do jogo
Do coro das musas
Cansada dos espelhos irreais
Das pessoas que só são roupas
Que só são cabelos, que só são anéis
Estou cansada das pessoas que
Não conseguem nem ao menos
Ser máscaras porque, essas, expressam algo
Neste teste constante estou cansada
Cansada de escrever a palavra CANSADA
Para explicar o abstrato do meu ser
Nesse vai vem de sentimentos
Nessa ciranda de dores, onde cada um canta sua mágoa
Rodando e seguindo os passos de vítimas
Derramando lágrimas, jogando dados,
tentando a sorte...
Tentando encontrar esconderijo entre os arranha-céus caóticos
Estou cansada da neblina que encobre as mentes insanas...
Cansada demais para pedir a ajuda a outros condenados...

C.M.

domingo, 16 de março de 2014

Resenha Em chamas

Título: Em chamas
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Série Jogos Vorazes, Vol. 2

Este livro é indicado para:
- Quem gosta distopias;
- Quem tem nervos de aço;
- Todo mundo!!!

Resumo: 

Depois de conseguir o feito inédito de vencer a última edição de Jogos Vorazes com o outro competidor de seu Distrito - Peeta Mellark - Katniss percebe que fez mais do que salvar a vida de ambos, acabou provocando a ira da Capital. Todos os Distritos agora os enxergam como um símbolo de uma possível revolução e, independente do que seu ato tenha representado, se Katniss quiser salvar a vida daqueles que ama, tem que tentar acalmar os ânimos dos cidadãos de Panem e evitar um levante. Além de tudo, Katniss tem que manter a farsa iniciada nos Jogos e fingir que ela e Peeta são um casal apaixonado. O problema é que Peeta realmente acha isso enquanto Katniss começa a pensar em Gale, seu companheiro de caçadas, de um novo jeito. 

Resenha:

Eu sempre fui do tipo que não liga muito para roupas ou para a moda, chegando a criticar quem o faz, pela futilidade e vaidade da coisa. Bem, digamos que mudei meu olhar para isso. 
Em chamas me fez ver o quanto um traje pode mostrar intenções, transmitir o estado de espírito e até mesmo suscitar mudanças de comportamento. O estilista Cinna, que ajuda Katniss com a produção em Jogos Vorazes, continua presente em Em chamas e sua atuação é fundamental. Seu jeito discreto e inteligente o colocou no meu rol de favoritos da coleção Jogos Vorazes. 
Quando Katniss aparece para a última entrevista, antes do Massacre Quartenário, e temos mais uma surpresa, eu fiquei simplesmente embasbacada! Acho que nunca tinha reparado realmente o quanto Suzanne Collins sabe descrever tão perfeitamente uma cena até esse momento. Consegui ouvir os "Ohhhhhh" da plateia, ver a cor do tecido, sentir o medo e a surpresa da Katniss de forma muito precisa. 
Para aqueles que sentiram falta de cenas românticas no primeiro livro, saibam que Em chamas tem uma quantidade visivelmente maior delas, ao mesmo tempo em que o conflito de sentimentos de Katniss por Gale e Peeta aumenta. 
O que eu achei mais bacana desse livro é que temos um vislumbre um pouco maior dos outros Distritos de Panem. E como não se emocionar com o gesto do sr. idoso do Distrito 11 e suas repercussões? É de arrepiar. 
Aliás, desisto de ler essa série em público, passo muita vergonha. No primeiro livro chorei com Rue. E nesse com vários outros personagens que nos deixam. Também ri loucamente com a demonstração de Katniss para os Organizadores dos Jogos. Assim não dá, Collins! Chega de me humilhar publicamente! 
Acho muito legal essa escrita em primeira pessoa que nos deixa tão próximos da personagem principal e tão ansiosos, curiosos ou surpresos como ela. Principalmente com a reviravolta do final... de tirar o fôlego! 
Mais uma vez Suzanne Collins não deixou faltar nada. 

Pg. 131
Minhas escolhas são simples. Posso morrer como uma presa na floresta ou posso morrer aqui ao lado de Gale. 
- Eu não vou para lugar nenhum. Vou ficar bem aqui e arrumar todo tipo de encrenca que for possível. 

Pg. 412
Até que em determinado momento, abro os olhos e encontro alguém que não consigo impedir que me olhe. Alguém que não vai implorar, ou explicar, ou pensar que pode alterar meu desejo com solicitações humildes, porque ele é a única pessoa que sabe como eu funciono. 
- Gale - sussurro. 

domingo, 9 de março de 2014

Resenha Jogos Vorazes

Título: Jogos Vorazes
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Série Jogos Vorazes, Vol. 1

Este livro é indicado para:
- Quem gosta distopias;
- Quem tem nervos de aço;
- Todo mundo!!!

Resumo: 

A maior atração de Panem são os Jogos Vorazes: um Reality Show aonde dois jovens de cada Distrito da nação competem em força, inteligência e habilidade. Quem conseguir sobreviver aos perigos da arena e matar todos os outros competidores, vence os Jogos e garante uma futuro mais confortável. Participar dos Jogos Vorazes é um pesadelo para todos os jovens do pobre Distrito 12, onde Katniss mora. Mas quando sua irmã é sorteada para participar da competição, Katniss não exita em tomar o seu lugar. Resta agora treinar e lutar para que a arena não tire a sua vida e a sua humanidade. 

Resenha:

Agora finalmente eu entendo todo o falatório sobre Jogos Vorazes... O livro tem de tudo: Ação, romance, intrigas políticas, drama...
Os personagens são tão carregados de profundidade que dá medo de virar a página e perder algum deles, porque então estaríamos perdendo uma vida humana. Na verdade, quando isso acaba de fato acontecendo na história, não vi outra saída a não ser chorar a perda e pagar o maior mico da minha vida dentro de um ônibus cujos passageiros me olhavam com curiosidade e pena. Suzanne Collins sabe dar vida aos personagens e sabe descrever um lugar fazendo com que eu caminhasse por ele sem dificuldade. 
Desta forma, minha leitura fluiu rapidamente e comecei a achar um sentido em cada ação de um personagem , em cada jogada política, como se eu vivesse em Panem. 
Katniss, a personagem principal, não é mais uma chata certinha e indefesa como tanto vemos. Ela não quer ser a salvadora, não é boazinha. Chega a ser até mesmo egoísta, as vezes. E por isso ela é tão verdadeira quanto eu ou você. Mas também não chegar a ser o estereótipo da anti-heroína. Enfim, fantástico. 
Para quem gostou do filme, leia o livro! Tem muito mais informação para compreender melhor a história e as decisões dos personagens. Estes, aliás, são muito mais do que aparentam ser. 
Não sei mais o que dizer para exprimir minha satisfação com esse livro, ele é marcante, realista, bem construído... Para mim, com certeza um marco na literatura e na minha vida. 

Pg. 36
Eu não podia ir para casa porque lá estavam minha mãe com seus olhos mortos e minha irmãzinha com suas bochechas descarnadas e os lábios rachados. Eu não podia entrar naquela casa, que era aquecida com os galhos úmidos queimados que eu havia escavado na borda da floresta depois que o carvão acabara, com as mãos vazias de qualquer esperança. 

Pg. 63
Uma vez minha me disse que eu sempre comia como se estivesse vendo a comida pela última vez. E eu disse: "Só não é a última vez porque sempre trago comida para casa". Isso fez com que ela calasse a boca. 

Pg. 134
Meu espírito. Isso é uma novidade. Não sei exatamente o que significa, mas indica que sou uma lutadora. De uma maneira mais ou menos corajosa. Não sou sempre antipática. Tudo bem, não saio por aí amando todo mundo que encontro pelo caminho, meus sorrisos não aparecem com facilidade, mas me importo com as pessoas.  

terça-feira, 4 de março de 2014

Bibliotecando: Estante para livros feita de Caixotes de Feira



Há alguns dias achei dois caixotes de feira e ganhei mais um de uma amiga, então pensei em colocar em prática finalmente uma vontade que tenho há muito tempo: fazer minha própria estante para livros com caixotes de feira. Colhi informações na internet e com amigas que já haviam se aventurado no caminho do artesanato, comprei os itens necessários e coloquei mãos à obra! E, melhor, fiz do meu Carnaval um Carnaval produtivo! Tirei fotos do passo-a-passo, caso alguém esteja interessado em aprontar algo parecido em casa!

Eu utilizei:

600 ml de Tinta Látex PVA Branca 
300 ml de Tinta Látex PVA Vinho
06 lixas nº 100
01 rolo de Contact Petit Poa Violeta (2m x 450mm)
01 Trincha de duas polegadas
Fita Dupla Face Fixa Forte
03 caixotes de feira (do tipo reforçados)

Passo a passo: 

1º Dia de trabalho, 01 de março: Lixar. 

A primeira coisa a fazer é lixar. Eu não pretendia lixar muito, porque queria manter o ar rústico que os caixotes de feira tem, mas tive sérios problemas com os caixotes que eu utilizei - vou explicar depois - e, por isso, tive que lixar muito! Haja braço, colega! 

Esse primeiro caixote que eu comecei a lixar era o que mais estava me preocupando, devido a quantidade de mofo que, em hipótese alguma eu poderia deixar encostar nos meus livros queridos. Foi o que eu mais prestei a atenção enquanto lixava. Fiquei das 12h30 às 13h30 nele. 
1º caixote: Sr. Mofo
O segundo caixote era o que estava mais limpinho, que foi o que minha amiga Susana me doou. Quando fui lixar, notei que havia uma parte na madeira que estava mais fraca, quebradiça, parecia meio podre. Então preferi quebrar esse aspecto da madeira e lixar bastante em cima, para não arriscar surpresas desagradáveis depois. Gastei pouco tempo nele: Das 13h50 às 14h37. 
2º caixote: Madeira podre
O terceiro caixote parecia não ter muitos problemas, apenas alguns rabiscos de caneta, uma pixação e alguns respingos de cimento, mas deu muito trabalho! Tinha tanta farpa neste caixote que o bichinho estava até peludo, parecia o Tony Ramos...Fiquei das 14h55 às 15h50 "aparando os pelos". 
3º Caixote: Tony Ramos
Depois de lixados, eu coloquei os caixotes para arejar e tomar um sol e só voltei a trabalhar com eles no dia seguinte. Eles ficaram assim:

Caixotes Lixados

É importante observar alguns cuidados nessa fase, principalmente para quem tem rinite alérgica como eu: cubra bem o nariz e a boca com um pano ou uma máscara apropriada, mesmo que os seus caixotes não estejam com mofo, pois a poeira que levanta dos caixotes faz um estrago danado no sistema respiratório. 
Outra coisa, não seja apressado, tome cuidado. Como eu sou um pouco desastrada e ansiosa, acabei me machucando com as farpas. Não foi nada grave, lógico, mas como eu tinha que continuar trabalhando, tive que higienizar e cobrir para não entrar poeira no ferimento, o que me atrasou mais...




2º Dia de trabalho, 02 de março: Pintar com a base branca. 

Para qualquer pintura que você venha a fazer é bacana observar a importância de sempre preparar a superfície com uma base branca, que esconda as imperfeições e deixe a pintura colorida mais uniforme. Utilizei duas mãos, principalmente porque após passar a primeira mão de branco, notei que algumas manchas persistiam. Fiquei das 11h20 às 13h40 passando a primeira mão. Olha como ficaram após essa primeira investida:

Na segunda mão de branco eu já estava ficando desesperada com as manchas, mas daí lembrei que a cor que eu passaria a seguir era escura e que, portanto, cobriria de qualquer jeito as benditas manchas. Nessa segunda investida levei menos tempo: Das 14h10 às 15h05. Notem que eu não esperei muito tempo entre a primeira mão e a segunda, porque seca muito rápido! Claro que a camada que eu passei não era muito grossa, porque - conforme fui instruída - a gente deve puxar o pincel como se estivesse o limpando na madeira, no caso dessa base branca. E deu certo, ficou ótimo:



3º Dia de trabalho, 03 de março: Pintura final e acabamento com Contact e Fita Dupla face. 

Pintura final...
Comecei a pintura final meio decepcionada, porque a cor da tinta era meio diferente do que eu havia previsto, mas quando secou, não ficou tãããoo diferente assim e eu acabei me apaixonando pela cor! Eu havia imaginado que precisaria dar duas mãos de tinta novamente, mas pintei tão bem pintadinho e a cor já estava tão mais escura do que eu previ que optei por não pintar a segunda mão. Foi uma ótima opção, porque além de ter demorado menos para acabar e economizado tinta para eventuais trabalhos futuros, acertei a cor em cheio! Quando secou ficou assim:


Ah! Notem que a pintura de dentro está meio "estilizada"...rs...Eu não sabia muito bem o que fazer dentro, mas não queria deixar escuro como do lado de fora e não fazia ideia de como utilizaria o contact colorido que eu havia comprado, então fiz mais ou menos o mesmo truque que usei para fazer a base: Coloquei bem pouca tinta e fui puxando como se estivesse limpando o pincel. Como o caixote ainda possuía ranhuras, ficou desse jeito aí que está na foto. Esse processo foi até rápido, iniciei a pintura às 11h e terminei às 13h17.  

Acabamento com Contact e Fita Dupla face...
Mas ainda não havia acabado, porque eu precisava encaixar os caixotes em formato de estante de acordo com a anatomia de cada um e observar se iriam balançar e aguentar meus livros. Depois, fixá-los com Fita Dupla Face do tipo "fixa forte"... E não é que elas fixaram mesmo? 
Cortei o Contact Colorido do tamanho exato para cada prateleira e decidi que colocaria só na parte de baixo, para proteger meus livros quando eu fosse puxá-los das prateleiras. Para quem nunca trabalhou com Contact, sugiro fazer com uma régua para evitar as bolhas de ar e deixar bem lisinho. O importante é não tentar colar todo o Contact de uma vez, tem que ter paciência e fazer de pouquinho em pouquinho. Fiz bem rapidinho, em menos de uma hora ficou assim: 



Para deixar a estante mais simpática e, como sobrou Contact, resolvi incrementar com uns detalhes do lado. Desenhei umas borboletinhas no Contact Colorido e colei nas laterais da estante, como vocês podem ver:



Depois, foi só me divertir organizando meus livros na estante, que ficou linda...


E ainda sobrou espaço, o que me faz pensar: Devo ou não comprar mais livros...rs?


domingo, 2 de março de 2014

Você gosta de ler?

                
Você gosta de ler?

A leitura traz inúmeros benefícios, entre eles: Desenvolve o repertório; Estimula o senso crítico; Amplia o conhecimento geral; Aumenta o vocabulário; Estimula a criatividade; Emociona e causa impacto; Muda sua vida; Facilita a escrita.

Que tal desfrutar dos benefícios da leitura? Venha descobrir-se na literatura e surpreenda-se com as coisas que você conhecerá não só sobre o mundo, mas também sobre si mesmo!

(Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/importancia-leitura-521213.shtml)