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domingo, 23 de março de 2014

Resenha A esperança

Título: A esperança
Autora: Suzanne Collins
Editora: Rocco
Série Jogos Vorazes, Vol. 3

Este livro é indicado para:
- Quem gosta distopias;
- Quem tem nervos de aço;
- Todo mundo!!!

Resumo: 

Após o desfecho eletrizante do Massacre Quartenário, Katniss toma conhecimento dos planos arquitetados pelos rebeldes dos Distritos de Panem, especificamente do Distrito 13, que todos achavam estar liquidado desde os Dias Escuros. Sua mãe e sua irmã estão a salvo, mas até quando? A revolução começou e finalmente há uma esperança de se ver livre das regras impostas pela Capital, mas, para isso, Katniss precisa aceitar ser o símbolo dessa resistência - O Tordo - desempenhando um papel, tal como nos Jogos Vorazes. Katniss perceberá que a Guerra pode ser mais cruel do que qualquer arena, especificamente quando ameaça levar não só a vida como a humanidade das pessoas que ela ama. 

Resenha:

Acabei nesse instante a leitura de "A esperança". Estou sem chão, Estou deprimida. Estou me sentindo como alguém que foi chutado para fora do trem de Panem e não sabe onde diabos está. 
Guerra. Destruição. Mortes. Intrigas políticas. Reviravoltas. Injustiças. Crueldade. Conflito de valores... Tudo isso Suzanne Collins conseguiu evocar no final de sua trilogia distópica, e tudo muito bem entrelaçado, diga-se de passagem. 
No terceiro livro vemos que Jogos Vorazes é muito mais do que a história de uma menina que se voluntaria para salvar a irmãzinha e acaba suscitando uma rebelião. A Esperança nos deixa em constante indagação: Quem é o verdadeiro inimigo? O quanto a guerra pode modificar um ser humano? Valem a pena tantas mortes para conseguir uma rebelião? Haverá algum vencedor depois de tudo isso? Na guerra, vale tudo? E se vale tudo, o que nos torna diferentes de nossos inimigos?
Claro que para muitos a verdadeira questão era "Afinal, Gale ou Peeta?", mas, sinceramente, para mim isso ficou em segundo plano porque no final eu estava tão perdida quanto a garota em chamas, tentando absorver várias informações ao mesmo tempo. 
Eu sofri, chorei. Não gostei do desfecho. Não estava preparada para mais um choque de realidade, embora Collins tenha preparado os leitores ao longo de toda a trilogia. 
Embora o epílogo tenha me dado certa tranquilidade para conseguir fechar a última página, não consegui me sentir em paz verdadeiramente. Como se faltasse algo. Como se eu não tivesse conseguido minha vingança. E então eu percebi... era exatamente assim que a Katniss se sentia. E é exatamente por isso que o brilhantismo de Suzanne Collins não permitirá que eu esqueça Panem jamais. 

Pg. 241
- É um ditado de milhares de anos atrás, escrito numa língua chamada latim sobre um lugar chamado Roma - explica Plutarch. - Panem et Circenses se traduz por "pão e circo". O escritor queria dizer que em retribuição a barrigas cheias e diversão, seu povo desistira de suas responsabilidades políticas e, portanto, abdicara de seu poder. 
Penso na Capital. No excesso de comida. E na diversão mais importante de todas: os Jogos Vorazes. 

Pg. 375
Presa há dias, anos, séculos quem sabe. Morta, mas sem permissão para morrer. Viva, mas totalmente morta. Tão só que qualquer pessoa, qualquer coisa, independentemente do quanto essa pessoa ou essa coisa fossem horríveis, seria bem-vinda. 


2 comentários:

Evy disse...

Nossa!
Até me arrepiei com essa resenha!!!
PERFEITA!
Concordo com cada palavra que você colocou aqui!!!
Bjs

Cíntia Mendes disse...

Estou dividida... Não vejo a hora de assistir o filme, mas sei que vou passar pela mesma tristeza novamente, com o fim...Sabe? Ainda bem que o cinema pelo menos é escurinho...rs...

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