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domingo, 26 de outubro de 2014

Resenha Pretty girl-13

Título: Pretty girl-13
Autora: Liz Coley
Editora: Benvirá

Livro indicado para quem:

- Gosta de suspense
- Gosta de mistério psicológico
- Gostou do livro "Os 13 porquês"



Resumo:

Angie Chapman tinha treze anos quando sumiu misteriosamente de um acampamento Bandeirante sem deixar qualquer pista. Três anos depois ela reaparece na porta de casa, sem memória e ainda acreditando ter treze anos. Ela não sabe explicar o que lhe aconteceu durante aquele período ou o que são aquelas marcas e cicatrizes espalhadas pelo corpo. Neste intrigante mistério, Angie percebe que as respostas estão dentro dela mesma. 
Resenha:

Foi uma experiência intrigante ler este livro. Surpreendente, até. A sinopse me capturou de primeira. O que teria acontecido: Experiências científicas em bizarros laboratórios? Rapto por ETs? Se fosse um sequestro comum, como aconteceu a perda de memória? Enfim, eram muitas dúvidas. Felizmente, ao longo do livro todas elas vão sendo respondidas. Bem, algumas você tem que inferir, na verdade. Não por displicência da autora, mas sim porque isso faz parte da carga psicológica que a história carrega. 
É uma história muito boa, sem dúvidas! Mas não recomendo para corações mais moles... No início da resenha eu indiquei para os leitores que gostaram de "Os 13 porquês", mas não porque tenha alguma semelhança com a história em si, apenas algumas características. Ambos os livros possuem temas pesados, protagonistas extremamente verdadeiros e que passaram por poucas e boas na vida. Ambos são até mesmo difíceis de classificar: É juvenil ou não é juvenil? Na biblioteca em que trabalho classifiquei ambos como "Literatura Americana", simplesmente, para que os livros não ficassem tão disponíveis para as mãos dos pequenos. Apesar de não conter nada explícito, seria bacana que os leitores tivessem maturidade suficiente para lê-los. 
Passei por quase todas as páginas entre a surpresa e a indignação. E daquele tipo de surpresa que você se vê obrigada a comentar com quem está do seu lado ou cobrir a boca com as mãos ou exclamar consigo mesma... Ou fazer as três coisas ao mesmo tempo, que foi o que eu fiz na maioria das vezes. 
Eu simplesmente amo quando os autores fogem do que é tradicional ou esperado. E foi o que Liz Coley fez a todo o momento. O difícil de escrever essa resenha é que eu não posso falar quase nada sobre o livro, porque a mínima informação tiraria todo o efeito da história e quero que vocês sejam tão impactados quanto eu fui. 
Mas, saiba, não leia este livro se você quer uma história apenas para passar o tempo ou relaxar. Este livro te faz pensar em suas próprias escolhas, no que você faria se fosse como você. Este livro te faz engasgar, rever seus conceitos, chorar, torcer, rezar... Se você acha que está pronto, vá em frente. 

Pg. 29

Angie não percebeu que chorava até uma lágrima rolar do seu queixo e cair no frio piso de cerâmica. O que ela estava fazendo ali? O que havia acontecido? Segundo sua mãe e seu pai, mais de mil dias haviam sido roubados da sua vida. E, não importava o que dissesse o calendário em sua mente, o fluxo do tempo e alguma experiência cruel haviam marcado o seu corpo. Bem ali. Em seus braços, em suas pernas, em seu rosto.
Lágrimas salgadas formavam trilhas ao descerem por seu rosto. Ela as limpava com as palmas das mãos.
Angie foi até a pia para jogar água fria no rosto, e ali estava ela de novo. Aquela estranha no espelho. Com olhos que pareciam velhos e cansados, repletos de um conhecimento que se recusavam a compartilhar. 

domingo, 19 de outubro de 2014

Resenha Prince of thorns

Título: Prince of thorns
Autor: Mark Lawrence
Editora: Darkside
Série Trilogia dos Espinhos, Livro 1

Este livro é indicado para quem:
- Gosta de histórias medievais 
- Gosta de distopias
- Suporta cenas de violência

Resumo:


Um império consumido pelo jogo dos tronos e um príncipe que sacrificaria tudo pelo seu desejo de vingança. Este é o cenário com que o leitor se depara ao longo das páginas, aonde não há heróis e nem vilões, pois tudo se mistura na luta pelo poder. 
Após presenciar o assassinato de sua mãe e irmão sem poder fazer nada, o príncipe Honório Jorg Ancrath jura vingá-los, custe o que custar. Em nome desse ideal, Jorg comete os mais terríveis atos, ao abandonar sua boa vida de príncipe no palácio e liderar uma irmandade de assassinos. 

Resenha:

Este livro, a princípio, pode lembrar vários outros livros medievais sobre guerra e vingança. Lembra até mesmo Guerra dos Tronos, quando lemos a sinopse. Mas, uma coisa eu garanto a vocês leitores: você nunca leu nada parecido. Bem, eu pelo menos nunca li nada parecido. 
Todos os personagens tem seus níveis de crueldade, principalmente os que estão em primeiro plano, que, vejam só, são uma irmandade de assassinos. E não pensem vocês que são aqueles assassinos romantizados, com códigos de honra, que roubam apenas dos ricos e matam apenas seres mais cruéis que eles. Não, não, não. Eles matam e roubam camponeses, estupram suas filhas, cortam suas cabeças e levam como troféus, entre outras barbaridades. Por isso, um alerta: se você não tem estômago para isso, nem chegue perto do livro, por mais lindo que ele pareça ser. Sim, meus caros: O diabo vem vestido em lindos trajes. A edição da Darkside é um luxo! Um dos livros com o projeto gráfico mais lindo que eu já vi nos últimos anos. A edição não estava custando muito barato, e com razão. Após a "insistência" de alguns fãs, a editora fez uma nova versão do livro, sem a capa dura e o marca páginas, e adicionou uma prévia do volume 2 e, para delírio dos fãs, o preço ficou mais acessível. Eu, como sou uma apaixonada por edições de luxo, comprei a primeira versão e fiquei sem o gostinho do próximo livro que, por sinal, comprarei em breve!
Bem, voltando à história, há muitas cenas cruéis, mas confesso que eu fui me acostumando à elas ao longo das páginas. Atribuo isso ao fato de Mark Lawrence ser um ótimo escritor. Ele colocou um narrador - o príncipe dos espinhos, Jorg - tão a vontade com a descrição de seus feitos cruéis, que acabamos vendo tudo com os olhos dele e, portanto, com a sua naturalidade. 
O fato da história se passar num tempo não especificado, deixa tudo ainda mais intrigante. O clima é todo medieval: as roupas, a política, o cenário... Mas em vários momentos o leitor mais atento pode atestar que, na verdade, a história se passa no futuro. Por isso, considero a narrativa uma distopia, ainda que não tão convencional como as que vemos por aí. 
O livro nos deixa sempre com aquela impressão "Meu Deus, e agora? É o fim da linha!", mas daí surge Jorg com sua mente brilhante e suas loucas ideias, que nos fazem tê-lo como um "herói" que tudo pode e tudo alcança. E, mesmo assim, Lawrence sempre deixa sobressair os defeitos do personagem e o quanto ele ainda é, no fundo, apenas um garoto. 
Mal posso esperar pela continuação: King of thorns. 

Pg. 35

Deitado sobre lençóis de sangue na Sala de Cura, descobri portas dentro da minha cabeça que eu não havia encontrado antes, portas que até uma criança de nove anos sabe que não devem ser abertas. Portas que nunca se fecharam novamente. 

Pg. 104

Eu cortei fora toda a fraqueza do querer-bem que havia em mim. O amor pelos meus mortos eu deixei de lado, guardado numa urna, um objeto de estudo, uma evidência seca, que já não sangrava mais, livre, sem restrições. A capacidade de um novo amor eu incinerei. Eu a lavei com ácido até que o solo se tornasse improdutivo e que dele nada brotasse, nenhuma flor criasse raízes.  

domingo, 12 de outubro de 2014

Bibliotecas temáticas


Bibliotecas temáticas

Entre os anos de 2006 e 2012 a cidade de São Paulo inaugurou diversas bibliotecas temáticas, de acordo com a tradição e vocação de cada biblioteca pública ou região escolhida.
As bibliotecas temáticas são bibliotecas públicas que, além do acervo comum a todas as unidades da rede, possuem um acervo especializado de acordo com sua atribuição e, além disso, oferecem uma ampla programação cultural condizente com sua temática.

Atualmente, a cidade de São Paulo conta com 11 bibliotecas temáticas e vale a pena conferir o acervo e a programação da biblioteca cujo tema mais lhe atrair: 

Tema
Biblioteca
Biblioteca Alceu Amoroso Lima                                            


domingo, 5 de outubro de 2014

Bookcrossing


Bookcrossing

BookCrossing é um conceito que surgiu nos Estados Unidos e pode ser entendido como o ato de deixar um livro em local público, para que outros encontrem, leiam e voltem a deixá-lo em “liberdade”.  
Para participar, basta entrar no site oficial (http://www.bookcrossing.com.br/), cadastrar o livro que pretende libertar e colar uma etiqueta com o código de identificação gerado (BCID), que permitirá aos usuários verem as viagens do livro pelo mundo. Também é acrescentada uma etiqueta explicando para o próximo leitor como proceder com o livro “capturado”. Depois, basta colocar em qualquer local público.
Qualquer pessoa pode participar do movimento, nada é cobrado, embora seja esperado que todos acessem o site e digam onde encontraram o livro e onde o libertarão, para garantir o rastreamento e deixar tudo mais divertido.
Atualmente, o Bookcrossing acontece em 130 países, com mais de 6,1 milhões de livros registrados. São cerca de 850 mil membros ao redor do globo e, destes, cerca de 7 mil são brasileiros, sendo 2 mil deles residentes em São Paulo.
             Os participantes possuem diferentes perfis, em comum entre eles, apenas a vontade de difundir a cultura.
Venham libertar livros, garantindo o acesso à leitura e transformando o mundo inteiro numa imensa biblioteca!